<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917</id><updated>2012-02-16T01:40:34.272-08:00</updated><category term='levantes urbanos'/><category term='top 10'/><category term='sebo do messias'/><category term='multiculturalismo'/><category term='corrupção'/><category term='poemas'/><category term='Estágio'/><category term='michaud'/><category term='militares'/><category term='jornalismo'/><category term='Minha Viagem'/><category term='carros'/><category term='sebo nova floresta'/><category term='contos'/><category term='alfred stepan'/><category term='games'/><category term='terceira idade'/><category term='fundação perseu abramo'/><category term='Política'/><category term='violência contra idosos'/><category term='estadão'/><category term='sebo mania de cultura'/><category term='Foca 2011'/><category term='cotidiano'/><category term='lolita'/><category term='ditadura'/><category term='sampa discos'/><category term='compra da CNH'/><category term='xenofobismo'/><category term='sebos'/><category term='sebo josé de alencar'/><category term='literatura'/><category term='reportagem'/><category term='puras'/><category term='cinema'/><category term='sociologia'/><category term='angelina peralva'/><category term='globalização'/><category term='hobsbawn'/><category term='1964'/><category term='crônicas'/><category term='livraria calil'/><category term='ensaios'/><category term='Perfil'/><category term='wieviorka'/><title type='text'>Eile mit Weile</title><subtitle type='html'>Jornalismo, literatura e ciências sociais.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-7339067260147790558</id><published>2011-11-29T06:13:00.000-08:00</published><updated>2011-11-29T06:34:31.723-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='terceira idade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='violência contra idosos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fundação perseu abramo'/><title type='text'>Violência contra Idosos</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Introdução&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com a o aumento da expectativa de vida e a queda da natalidade observada na maior parte dos países desenvolvidos ao longo das últimas décadas, a população está em processo de envelhecimento contínuo. De acordo com uma estimativa realizada pela Organização Mundial da Saúde e mostrada no “Relatório Mundial Sobre Violência e Saúde” em 2002, entre 1995 e 2025 o número de pessoas com mais de 60 anos deverá dobrar no mundo, passando de 542 milhões para cerca de 1,2 bilhão (KRUG, Etienne G.; DAHLBERG, Linda L.; MERCY, James A.; ZWI, Anthony B. e LOZANO, Rafael; 2002, p.125). Com a ascensão do número de idosos no mundo, o problema da violência doméstica — e mais especificamente da violência contra o idoso — torna-se cada vez mais importante de ser estudado e analisado.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do interesse crescente em relação ao tema, a maior parte dos países não possui uma legislação específica sobre a violência contra idosos. Os abusos são normalmente amparados pela lei criminal ou por leis de direitos civis. No Brasil, as Delegacias de Polícia de Proteção ao Idoso datam de 1992, enquanto a primeira iniciativa do Ministério Público na promoção da defesa da pessoa idosa foi com o GAPI (Grupo de Atuação de Proteção ao Idoso), que surgiu em 1994 e durou até 1997, quando foi substituído pelo GAEPI (Grupo de Atuação Especial de Proteção ao Idoso). Nessa década, por sinal, ocorreram outros avanços para a qualidade de vida dos idosos, como a universalização do direito à aposentadoria e a elaboração do Estatuto do Idoso (DEBERT, Guita Grin, 2001, p. 71-92). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das dificuldades enfrentadas pelas autoridades e agentes do GAEPI e das Delegacias, porém, é a condescendência das vítimas com os seus agressores consanguíneos, o que faz com que um número bastante reduzido de queixas seja transformado em boletim de ocorrência e uma soma menor ainda vire inquérito policial (DEBERT, Guita Grin, 2002, p. 71-92). Outro problema é apontado por Edinilsa Ramos de Souza, coordenadora-executiva do Claves (Centro Latino-Americano de Estudos sobre Violência e Saúde). Ela afirma que a Política Nacional de Controle e Redução dos Acidentes e Violência (criada em 2000) “não saiu do papel” (BELISÁRIO, Roberto, 2002, comciencia.br/reportagens/envelhecimento/texto/env03.html).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tal cenário, o objetivo desse estudo é tentar compreender quais são os fatores sociais que contribuem para que os idosos façam parte do grupo de risco que sofre com a violência. Para isso, tomamos como base a pesquisa “Idosos no Brasil – Vivências, desafios e expectativas na terceira idade”, realizada em 2006 pela Fundação Perseu Abramo (FPA) em parceria com o SESC Nacional e SESC São Paulo com a população brasileira adulta dividida em dois subuniversos: o de jovens adultos (16 a 59 anos) e o da terceira idade (60 anos ou mais), objeto de nosso estudo; além de uma bibliografia de teses, artigos e livros para apoio.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para início, são necessárias algumas pontuações acerca do nosso objeto de estudo. O abuso contra idosos é normalmente definido como um “ato de acometimento ou omissão (negligência) que pode ser tanto intencional como involuntário. O abuso pode ser de natureza física ou psicológica, ou pode envolver maus-tratos de ordem financeira ou material (KRUG, Etienne G.; DAHLBERG, Linda L.; MERCY, James A.; ZWI, Anthony B. e LOZANO, Rafael; 2002, p.126). No estudo da Organização Mundial da Saúde, foi observado que entre 4% e 6% das pessoas idosas sofrem maus tratos dentro de casa (KRUG, Etienne G.; DAHLBERG, Linda L.; MERCY, James A.; ZWI, Anthony B. e LOZANO, Rafael; 2002, p.129). Os idosos, por sinal, estão entre as principais vitimas da violência doméstica e esses dados estatísticos mostram a gravidade do problema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com uma pesquisa do Centro Latino-Americano de Estudos sobre Violência e Saúde (Claves), o Rio de Janeiro é o estado nacional onde há o maior numero de idosos vítimas da violência: em um grupo de 100 mil habitantes acima dos 60 anos, 249,5 morreram dentro de casa por homicídio, tombos e outros tipos de acidentes domésticos (BELISÁRIO,Roberto,2002, www.comciencia.br/reportagens/envelhecimento/texto/env03.htm). Segundo Lan Hee Alves Castanha, coordenadora do Núcleo de Atendimento às Vitimas da Violência (Navv) do Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Saboia, localizado na cidade de São Paulo, são decorrentes de violência 32% das mortes registradas de idosos.  Impressiona o fato de a segunda causa aferida de tais mortes ser o espancamento e agressão.  Segundo ela, das 32 mil pessoas que o hospital atende por mês, 600 apanharam em casa, sendo que a maioria destes é de velhos e crianças (BELISÁRIO, Roberto, 2002, www.comciencia.br/reportagens/envelhecimento/texto/env03.htm).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conceito de violência &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma das autoras que trata do tema de maneira conceitual é Hannah Arendt. Ela já alertara para a falta de grandes estudos sobre o fenômeno da violência e a consequente banalização do conceito. Para apreendermos o conceito de violência  na obra de Hannah Arendt  é necessário entender que ela parte da reflexão da filosofia política. Neste contexto, pensar a liberdade e seus desdobramentos se constitui o horizonte epistemológico no qual ela reflete sobre a violência. Para chegar ao conceito de violência no livro “Da Violência” (1985), ela faz diversas definições de conceitos similares, porém diferentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Poder “corresponde à habilidade humana não apenas para agir, mas para agir em concerto (...) Pertence a um grupo e permanece somente na medida que o grupo conserva-se unido, desaparecendo quando este desaparece.” (ARENDT, Hannah, 1985, p. 36).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Autoridade é o reconhecimento inquestionável, constituindo-se o desprezo seu maior inimigo e a risada o meio eficiente para destruí-la (...). Força "deveria ser reservada, na linguagem terminológica, às ‘forças da natureza’ ou à ‘força das circunstâncias’, isto é, deveria indicar a energia liberada por movimento físicos ou sociais”. (...) Vigor designa algo no singular, propriedade inerente a um objeto, podendo provar-se a si mesmo na relação com outras coisas ou pessoas, mas sendo essencialmente diferente delas” (ARENDT, Hannah, 1985, p. 37) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A autora diferencia poder de violência, considerando-os contraditórios: &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“A essência do poder é efetividade do comando. (...) Poder e violência são opostos. Onde um domina absolutamente, o outro está ausente. A violência aparece onde o poder está em risco. (...) Assim, a violência aproxima-se fenomenologicamente do vigor.” &lt;/strong&gt;(ARENDT, Hannah, 1985, p. 44)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no campo da sociologia, teorias buscam compreender a violência como um fenômeno social necessário para o funcionamento e renovação de uma sociedade. De acordo com E. W. Burgess, sociólogo da escola de Chicago, as guerras e conflitos agiriam de forma semelhante a um darwinismo social, ou seja, eliminando os organismos envelhecidos que não mais conseguem se adaptar (MICHAUD, Yves, 1989, p. 93). Para A. Mazrui, por outro lado, tais conflitos teriam uma função integradora de povos e nações distantes, ainda que por meio do primeiro contato beligerante (MICHAUD, Yves, 1989, p. 93).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No livro “A Violência”, Yves Michaud faz um estudo analítico sobre a origem do termo do título, as suas definições, a sua apropriação no campo político e econômico e as contribuições da filosofia, psicologia, antropologia e sociologia sobre o tema. Segundo ele, a palavra violência advém do latim violentia, que significa violência, força, caráter violento ou bravio. O verbo violare, por sua vez, significa tratar com violência, transgredir. Assim, na origem do termo existe de forma consistente a idéia da força, de uma potencia cujo exercício contra alguém o torna violento (MICHAUD, Yves, 1989, p.8). De acordo com o direito civil, a violência caracteriza a coação exercida sobre a vontade de uma pessoa para forçá-la a concordar (MICHAUD, Yves, 1989, p.9). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambas as abordagens mostram que a violência aparece tanto como um dano físico quanto normativo, podendo ser ela observada a partir de dois aspectos: um físico e identificável e outro mais imaterial, transgressor, violador de normas estabelecidas. Contudo, essa divisão não esgota a problemática da definição da violência. Para o sociólogo H. L. Nieburg, a violência é “uma ação direta ou indireta, destinada a limitar, ferir ou destruir as pessoas ou os bens” (MICHAUD, Yves, 1989, p.10). O autor, por sua vez, escreve a sua própria definição: “Há violência quando, numa situação de interação, um ou vários atores agem de maneira direta ou indireta, maciça ou esparsa, causando danos a uma ou várias pessoas em graus variáveis, seja em sua integridade física, seja em sua integridade moral, em suas posses, ou em suas participações simbólicas e culturais” (MICHAUD, Yves, 1989, p.10-11).   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Michaud, a violência na sociedade contemporânea pode ser considerada como um instrumento de resolução de conflitos. Citando T. Parsons, a força aparece como “uma modalidade de interação social que visa à dissuasão, à punição ou à demonstração de dominação” (MICHAUD, Yves, 1989, p. 94). Analisando a posição do idoso na sociedade brasileira, desprestigiado diante das gerações mais novas, podemos aproximar esta última análise de violência daquele praticada contra os idosos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um caminho para operacionalização de conceitos e análise de fatores de risco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para Maria do Rosário Menezes, professora de Enfermagem da Universidade Federal da Bahia, esse tipo de violência nasce de um modelo cultural no qual a estética é supervalorizada em detrimento da velhice. Em sua tese “Da violência revelada... violência silenciada: um estudo etnográfico sobre a violência doméstica contra idoso”, defendida em 1999 na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP-USP), ela observou que — assim como mostraremos adiante — os idosos não dependiam financeiramente de seus agressores, como se poderia supor (BELISÁRIO,Roberto,2002, www.comciencia.br/reportagens/envelhecimento/texto/env03.htm).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, na busca de explicações para o abuso contra os idosos, os pesquisadores se voltaram para o modelo ecológico para analisar os seus fatores de risco. Esse modelo é dividido em quatro níveis: individuo; relacionamento; comunidade e sociedade (KRUG, Etienne G.; DAHLBERG, Linda L.; MERCY, James A.; ZWI, Anthony B. e LOZANO, Rafael; 2002, p.130). O fator individual consiste em analisar como ocorre a interação entre o idoso e os membros da família e sublinha por meio de estudos que os idosos mais velhos e com mais debilidades são geralmente as principais vítimas de abusos. As dificuldades financeiras por parte do agressor, igualmente, também constitui um fator de risco ao idoso. O fator relacionamento é normalmente analisado a partir do desgaste da relação entre o agredido e o agressor e afirma que há mais possibilidades de ocorrer a agressão quando ambos moram juntos. O fator comunidade e sociedade dizem respeito à posição do idoso dentro da comunidade: o seu isolamento, a falta de prestígio diante dos mais jovens e a falta de respeito por parte das gerações mais novas aparecem como fatores que podem contribuir de forma significativa para os seus maus tratos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hipótese, variáveis e Conclusão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Apesar dos problemas apontados pelos entrevistados como a falta de respeito e a ineficiência da saúde e do transporte públicos (FPA, 2006, p. 262), os idosos demostraram uma postura positiva e resiliente diante da vida: para 86% deles, envelhecer é um privilégio, e 94% acreditam dispor de muita coisa para ensinar (FPA, 2006, p. 245). Como já dissemos, a ampla maioria dos idosos (80%) afirmou existir preconceito contra eles em nossa sociedade (FPA, 2006, p. 241), porém apenas 16% declararam ter sido vítimas de abusos – contra os 84% que afirmaram não ter sofrido violência depois dos 60 anos. Entre a minoria vítima da violência, a maior parte é masculina e normalmente aumenta com o avanço da idade, quando a dependência de outras pessoas aumenta (FPA, 2006, p. 249). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em média, os idosos moram com 3,25 pessoas, contando eles mesmos, sendo que os homens moram com mais pessoas do que as mulheres: 3,31 a 3,21 (FPA, 2006, p. 232). Tomando como base esse dado, isolamos os idosos da pesquisa que moram com três pessoas na mesma casa para testar se os índices de violência oscilavam de acordo com as seguintes variáveis: preconceito, participação nos assuntos da família e grau de conforto com os membros da casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro cruzamento que fizemos foi entre a violência e a variável preconceito. Entre os 369 indivíduos que declararam sofrer muito preconceito, a violência atingiu 4% deles, porcentagem que caiu pela metade (2%) quando observada entre os 254 indivíduos que afirmaram sofrer pouco preconceito. Foi curioso observar a ligeira elevação dos níveis de violência para 3% entre os 103 idosos que disseram não ser vítimas de preconceito. Dessa forma, observamos que, se à primeira vista existe uma relação diretamente proporcional entre violência e preconceito — uma vez que a maioria dos idosos que afirmou sofrer a primeira também declarou ser vítima do segundo —, tal relação pode ser contestada já que a porcentagem de violência entre aqueles que afirmaram não sofrer preconceito é maior do que daqueles que afirmaram sofrer pouco preconceito.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, abordamos a questão da participação nos assuntos da família a partir da variável “frequência com que os familiares solicitam a opinião do idoso” (FPA, 2006, p. 280), na qual percebemos haver uma relação aparentemente mais direta e sólida com a violência. Os dados ratificam a questão: no total de 300 idosos cujas opiniões são sempre solicitadas pela família, a violência aparece em apenas oito casos (pouco mais de 2%); em contrapartida, no grupo de 66 idosos cuja opinião nunca é requisitada, a violência afeta 13%, ou traduzindo em números, um total de nove ocorrências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro e último lugar está a questão do grau de conforto em relação aos membros da casa, questão que aparece na pesquisa da Fundação Perseu Abramo (FPA) como “sentimento em relação à família” (FPA, 2006, p. 278). Devido à falta de informações no banco de dados não foi possível fazer um cruzamento entre essa variável e os níveis de violência, uma vez que ele apresentou apenas a porcentagem dos que se sentem “totalmente à vontade” (80%), “mais ou menos à vontade” (15%) e “nada à vontade” (3%) e a sua distribuição entre os gêneros (FPA, 2006, p. 278). A partir dos dados a nossa disposição, inferimos que há uma relação direta entre a violência e a participação do idoso na família: quanto maior for a interação, menor tendem a ser as chances de violência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;• Idosos no Brasil: Vivências, desafios e expectativas na terceira idade (Fundação Perseu Abramo, 2006)&lt;br /&gt;• KRUG, Etienne G.; DAHLBERG, Linda L.; MERCY, James A.; ZWI, Anthony B. e LOZANO, Rafael. Relatório mundial sobre violência e saúde (Organização Mundial da Saúde), Genebra, 2002. &lt;br /&gt;• MICHAUD, Yves. A Violência, 1989. &lt;br /&gt;• DEBERT, Guita Grin. A família e as novas políticas sociais no contexto brasileiro. Intersecções (UERJ), Rio de Janeiro, v.3, n. 25, p. 71-92, 2001. &lt;br /&gt;• BELISÁRIO, Roberto, 2002 - www.comciencia.br/reportagens/envelhecimento/texto/env03.htm  &lt;br /&gt;• ARENDT, Hannah. Da Violência. Tradução Maria Cláudia Drummond Trindade.&lt;br /&gt;Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1985.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Trabalho acadêmico realizado com Diego Senise e Andrei Reina para a disciplina Métodos de Pesquisa I do curso de Ciências Socias da Universidade de São Paulo&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-7339067260147790558?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/7339067260147790558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=7339067260147790558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/7339067260147790558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/7339067260147790558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2011/11/violencia-contra-idosos.html' title='Violência contra Idosos'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-2420729047615218496</id><published>2011-10-21T14:23:00.000-07:00</published><updated>2011-11-29T06:35:15.655-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perfil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='puras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estadão'/><title type='text'>Retrato de uma jovem jornalista</title><content type='html'>São Paulo, 3 de outubro  de 2011. Depois das aulas matutinas do Curso Estado de Jornalismo, chegou a hora do almoço. Sentada na última fileira da sala dos focas, ela ergue os olhos da tela do computador e pergunta ao colega a sua frente: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Já sabe o que tem no Puras? &lt;br /&gt;- Vejamos – responde ele, inclinando-se sobre a mesa. - As opções de hoje são almôndegas de carne ao sugo, sobrecoxa grelhada com molho de milho e contrafilé com fritas. &lt;br /&gt;- Hum... O que você acha?&lt;br /&gt;- Não sei...&lt;br /&gt;- Quer ir ao Carrefour?&lt;br /&gt;- Pode ser, eu só preciso responder um email antes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ajeita os óculos, balança os cabelos encaracolados e apoia o queixo sobre a mão. A boca cerrada esconde o aparelho dentário, e observando a movimentação dos colegas ela pensa nas tarefas do seu dia: criar pautas, apurar notícias, conhecer uma nova redação e escrever seu post para o blog. “Sobre o que escreverei desta vez?”, parece perguntar-se. Ela se lembra do seu livro reportagem, escrito para satisfazer os anseios literários que, se inicialmente a levaram ao jornalismo, parecem agora adormecidos pela rotina da profissão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa rotina que poderá lhe exigir fins de semana, feriados e até mesmo madrugadas dedicadas ao trabalho. Sem grandes retornos financeiros, provavelmente. Afinal, o que move o jornalista não é - ou deveria ser - a satisfação? Ela coça a nuca, incerta de suas decisões. E as dúvidas persistem: será que eu estou na profissão certa? Ela busca uma resposta, mas esta não lhe aparece tão facilmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, busca explorar as possibilidades que a área lhe oferece e absorver os conhecimentos com os quais entra em contato.  Sente-se satisfeita pela chance de contar novas histórias e conhecer pessoas. Num instante, percebe que já tem uma história pra escrever. Concentrada em seus pensamentos, atrai a atenção de outro colega, que se aproxima estranhando o seu silêncio em meio ao burburinho da sala e comenta: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Você está tão quietinha hoje! &lt;br /&gt;- Você acha? – pergunta ela, um tanto sem jeito, esboçando um sorriso. – É que eu sou assim mesmo – completa.&lt;br /&gt;- Bem, eu estou pronto – diz o primeiro, levantando-se da cadeira. – Vamos?&lt;br /&gt;- Sim, vamos. Estou com uma fome!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-2420729047615218496?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/2420729047615218496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=2420729047615218496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/2420729047615218496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/2420729047615218496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2011/10/retrato-de-uma-jovem-jornalista.html' title='Retrato de uma jovem jornalista'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-4581781502403503724</id><published>2011-09-21T19:34:00.000-07:00</published><updated>2011-11-29T06:35:55.899-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Foca 2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perfil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estadão'/><title type='text'>Vida de ambulante</title><content type='html'>Empurrando um carrinho de coco, João Padre, 63, atravessa a passarela Ciccillo Matarazzo a caminho do Parque do Ibirapuera. Ao seu lado está o caçula Márcio, 12, levando duas sacolas plásticas com as demais mercadorias. Após cruzarem o portão quatro, andam cerca de duzentos metros até chegar à sombra de uma nogueira em frente à Marquise. São nove e meia da manhã. Após desamarrar as cordas de nylon, João puxa o toldo azul de sobre o carrinho e ambos começam a desempacotar as guloseimas que serão vendidas no dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido na Paraíba, João morou dez anos em Brasília até se mudar para São Paulo, em 1981. Antes de ser vendedor ambulante, trabalhou em mercados e empresas de construção civil. “Eu não estudei muito e por isso não ganhava muito bem”. Enquanto acaba a montagem da barraca, João recebe de um ciclista um pacote com gelo e, logo depois, de outro uma sacola de juta com 41 cocos. “São os fornecedores”, explica ele, que afirma pagar de R$ 1,70 a R$ 2,50 pela unidade do coco, dependendo da época do ano, o que resulta num preço de venda flutuante – na ocasião, 500 ml do líquido custava R$ 5. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele aproveita para encher de gelo o compartimento de alumínio usado para resfriar a água de coco, dentro do qual uma serpentina leva a bebida às torneiras usadas para encher os copos e garrafas de plástico. João comenta que, nos fins de semana e feriados, vende entre 40 e 50 cocos por dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às dez horas o fluxo de pessoas aumenta. Ciclistas, skatistas, patinadores, grupos de adolescentes, famílias e jovens dividem a rua até que, de repente, ocorre um acidente. Uma ciclista esbarra num pedestre e vai ao chão, mobilizando as pessoas ao redor que a ajudam a se erguer. “Isso ocorre sempre” – comenta João, observando a cena de soslaio. Quando questionado sobre os casos mais incomuns que já presenciou em onze anos no Parque, o vendedor dá de ombros: “Aqui é tranquilo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele relembra com um sorriso nostálgico que saiu da cidade natal pois “queria ganhar dinheiro e botá-lo no banco”. João diz que já voltou várias vezes a Paraíba e a Brasília, mas pretende passar o resto da vida na capital paulista: “Eu fiz a minha vida aqui, casei e tive três filhos”. Ao término da reportagem, João pergunta ao repórter sobre o veículo em que ele trabalha e, ao ouvir a resposta, abre um sorriso e diz: “Que coincidência, eu moro na rua O Estado de S.Paulo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-4581781502403503724?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/4581781502403503724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=4581781502403503724' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/4581781502403503724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/4581781502403503724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2011/09/vida-de-ambulante.html' title='Vida de ambulante'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-3384961410877888893</id><published>2011-09-13T14:46:00.000-07:00</published><updated>2011-11-29T06:37:30.145-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sampa discos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sebo do messias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reportagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sebo mania de cultura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sebo josé de alencar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Foca 2011'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sebos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sebo nova floresta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='livraria calil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Sebo nas Canelas</title><content type='html'>&lt;i&gt;Um giro pelo mercado de livros usados na região central de SP&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Substância gordurosa; camada suja, lustrosa e gordurenta”. Assim o dicionário Houaiss define a palavra “sebo” antes de descrever o seu último significado: livraria que comercializa livros usados. “Eu contribuí para divulgar o termo na cidade”, afirma Messias Antônio Coelho, cujo sebo está entre os mais conhecidos da capital. Localizado na Praça João Mendes desde a inauguração, em 1969, o Sebo do Messias tem 57 funcionários e três andares tomados pelo amplo acervo de livros, DVDs, CDs, revistas, gibis e aparelhos eletrônicos usados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, engana-se quem pensa ser dele o sebo mais antigo de São Paulo. O título pertence à Livraria Calil, fundada em 1947 por Líbano Calil e atualmente comandada pela filha, Maristela. Quem passa desatento pela Rua Barão de Itapetininga, contanto, dificilmente percebe a pequena placa indicativa do local na entrada do Edifício Itá. Especializada em obras raras e assuntos brasileiros, a loja tem decoração esmerada e música clássica, o que cria um ambiente à primeira vista erudito, mas logo descontraído pela simpatia de Maristela, que mostra uma de suas raridades: um livro de crônicas francesas datado de 1572 e em ótimo estado de conservação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro destaque da região é o Sebo Nova Floresta, cujo diferencial são os títulos em idiomas pouco usuais como hebraico, grego, árabe. Em meio aos dicionários e obras bilíngues, há diversas opções do Alcorão a partir de R$ 25. Ibraim Ayoub, dono do espaço, diz que escolheu a Praça João Mendes pela sua concentração de comércio de livros usados: “Quanto mais sebos, melhor”. Outras duas opções nos arredores são o Sebo José Alencar e o Sebo Mania de Cultura, sendo que o último perde pontos em relação aos demais por não contar com um acervo virtual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não muito longe dali, na Avenida São João, a Sampa Discos chama atenção pela decoração inusitada e variedade de itens. No início, a loja vendia apenas discos, mas ampliou o espaço há alguns anos e passou a comercializar livros, DVDs, revistas, quadrinhos, ímãs, buttons e até mesmo os pôsteres (R$ 120 cada) de bandas e artistas que, ao lado dos vinis gigantes, decoram as paredes do estabelecimento. Em comum, as lojas visitadas fazem entregas para todo o Brasil e, em alguns casos, também para o exterior. Uma boa opção para quem não quiser bater pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sebo do Messias&lt;/strong&gt;Praça João Mendes, 166 e 140/ Rua Quintino Bocaiúva, 166.&lt;br /&gt;Fone: 3104-7111/ 3106-9596 &lt;br /&gt;www.sebodomessias.com.br &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Livraria Calil Antiquária Ltda.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Rua Barão de Itapetininga, 88 – 9° andar. &lt;br /&gt;Fone: 3255-0716&lt;br /&gt;www.livrariacalil.com.br &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Livraria Sebo Nova Floresta&lt;/strong&gt;Praça João Mendes, 25.&lt;br /&gt;Fone: 3242-3300&lt;br /&gt;www.novafloresta.com.br&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sebo José de Alencar&lt;/strong&gt;Rua Quintino Bocaiuva, 257 e 285. &lt;br /&gt;Fone: 3112-1882/ 3104-3758&lt;br /&gt;www.sebojosedealencar.com.br&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sampa Discos Ltda.&lt;/strong&gt;Av. São João, 556 e 572.&lt;br /&gt;Fone: 3337-6474&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sebo Mania de Cultura&lt;/strong&gt;Rua Rodrigo Silva, 34.&lt;br /&gt;Fone: 3101-0350/ 3107-1731&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-3384961410877888893?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/3384961410877888893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=3384961410877888893' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/3384961410877888893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/3384961410877888893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2011/09/sebo-nas-canelas.html' title='Sebo nas Canelas'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-4334492753335314694</id><published>2011-07-14T14:32:00.000-07:00</published><updated>2011-11-29T06:39:16.351-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='michaud'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensaios'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='xenofobismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='multiculturalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='levantes urbanos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='globalização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hobsbawn'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='wieviorka'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='angelina peralva'/><title type='text'>A violência na era da globalização</title><content type='html'>No último dia 22 de junho, o jogador de futebol brasileiro Roberto Carlos foi vítima de um ato racista ao receber de um torcedor de seu próprio time, o Anzhi Makhachkala, uma banana jogada em sua direção no fim de uma partida válida pelo Campeonato Russo. Em julho de 2005, o mineiro Jean Charles, de 27 anos, foi morto a tiros pela policia britânica, que lhe atribuiu um suposto envolvimento com os atentados terroristas ocorridos em Londres naquele mês e alegou que o então suspeito não atendera às suas ordens. Em 2010, a política de imigração dos EUA ganhou repercussão mundial com a aprovação pela governadora do Arizona, Jan Brewer, da lei SB1070, que dentre os seus artigos criminalizava os imigrantes ilegais e permitia às autoridades policiais que prendessem sem ordem judicial as pessoas suspeitas de serem imigrantes. Polêmica, a lei foi aprovada com ressalvas e alguns pontos vetados – como a permissão das autoridades de revistarem pessoas que “pareçessem” ilegais no país – e abriu um debate que chegou até o presidente Barack Obama, que apontou a urgência de uma reforma migratória unificada no país, que abriga atualmente 12 milhões de imigrantes ilegais. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;À primeira vista pontuais e desconexos, esses casos não são de forma alguma únicos e estão se tornando cada vez mais freqüentes no mundo contemporâneo, evidenciando as dificuldades que os Estados vem enfrentando para lidar com a questão da violência e dos direitos humanos neste início de século XXI. No livro “A Violência”, Yves Michaud faz um estudo analítico sobre a origem e as definições do termo que nomeia o seu título, abordando a sua apropriação no campo político e econômico e as contribuições da filosofia, psicologia, antropologia e sociologia para o tema. Segundo ele, a palavra violência advém do latim violentia, que significa violência, força, caráter violento ou bravio. O verbo violare, por sua vez, expressa tratar com violência, transgredir. Assim, na origem do termo existe de forma consistente a idéia da força, de uma potência cujo exercício contra alguém o torna violento (MICHAUD, Yves, 1989, p.8). Por outro lado, o sociólogo H. L. Nieburg afirma que a violência não se traduz necessariamente em coação física; ela é antes “uma ação direta ou indireta, destinada a limitar, ferir ou destruir as pessoas ou os bens” (MICHAUD, Yves, 1989, p.10). Michaud, por sua vez, alcança uma definição mais abrangente: “há violência quando, numa situação de interação, um ou vários atores agem de maneira direta ou indireta, maciça ou esparsa, causando danos a uma ou várias pessoas em graus variáveis, seja em sua integridade física, seja em sua integridade moral, em suas posses, ou em suas participações simbólicas e culturais” (MICHAUD, Yves, 1989, p.10-11). Citando T. Parsons, a força aparece como “uma modalidade de interação social que visa à dissuasão, à punição ou à demonstração de dominação” (MICHAUD, Yves, 1989, p. 94). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Já em O Novo Paradigma da Violência, Michel Wieviorka faz uma breve apresentação das mudanças pelas quais o conceito de violência passou desde os anos 60, quando ele estava associado a questões políticas e era de certa forma legitimado como instrumento para se chegar a fins específicos, como a igualdade social, a manutenção da ordem do Estado e a libertação nacional diante das potências mundiais. Segundo o autor, com o fim das antigas referências que marcaram as últimas décadas do século XX – como a polaridade Leste (comunista) e Oeste (capitalista) ou Norte (rico) e Sul (pobre) e a perspectiva de dominação e exploração – não há mais princípios sólidos ou explicações, tanto ideológicas quanto econômicas, que justifiquem e legitimem a violência, que destarte passou a funcionar por carência e por excesso.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Do primeiro caso resultaria a sua banalização, ou seja, ela estaria ficando cada vez menos perceptível e até minimizada. No segundo caso, as diferenças étnicas e culturais passariam a ocupar posição central no tema da violência, cuja relação com o nacionalismo, antes presente em lutas de libertação, estaria atualmente mais associada a movimentos de preservação e defesa da cultura e identidade nacional, o que, dentro da lógica do intercâmbio econômico e humano característica da sociedade globalizada, trouxe uma “relação dialética” (WIEVIORKA, p.17, 1997) na qual, ao mesmo tempo em que as fronteira entre os países foram reduzidas, houve um crescente retraimento para preservação da cultura, do idioma e da saúde econômica da nação. Como conseqüência, há uma tendência cada vez maior em direção ao xenofobismo, à intolerância e ao ufanismo, a partir dos quais o imigrante passa a ser diabolizado e o “outro” é visto como perigoso. Segundo o autor, “a alteridade, a diferença cultural, religiosa ou de outro tipo, são objetos de fantasmas e medos (...) É sobretudo o caso da imigração, nos países que a recebem, porque os imigrantes são muitas vezes tratados como ‘raças perigosas’” (WIEVIORKA, p.9, 1997). &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Partindo da perspectiva da sociologia do autor, Wieviorka analisa essa nova forma de violência a partir do sujeito, cujo afastamento em relação às normas e aos sistemas de condutas teriam como conseqüência a sua frustração e o isolamento do grupo e seriam reveladoras de uma desestruturação dentro da sociedade. Para ele, o individuo contemporâneo quer ao mesmo tempo ser reconhecido como sujeito e construir a sua própria existência; quer desfrutar dos benefícios da modernidade sem perder a sua autonomia, ou seja, quer interagir com o mundo sem contanto prescindir de sua individualidade. A violência, nesse caso, evidencia o déficit de comunicação entre os atores e deveria ser pensada a partir desse conflito entre a perda da individualidade a partir da ascensão dos estereótipos que padronizam o “outro” através de critérios como origem, etnia e religião. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Essa questão é abordada empiricamente por Angelina Peralva em Levantes Urbanos na França, em que uma das conseqüências desse “déficit de comunicação” toma forma a partir das émeuteé, nome utilizado para designar os protestos urbanos realizados por jovens franceses descendentes de imigrantes e residentes das periferias que, com poucas perspectivas profissionais e alvos de racismo e exclusão, encontram em tais movimentos uma resposta à morte de um deles na qual a policia tinha envolvimento direto ou indireto em um terço dos casos. De acordo com Peralva, o protesto, inicialmente limitado ao bairro em que ocorreu a morte, ganhava expansão e notoriedade com a adesão dos casseurs (“quebradores”), que aumentavam o seu nível de violência e depredação e elevavam o movimento à esfera política. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Ainda que a morte de um dos jovens do bairro seja colocada pela autora como a causa principal do protesto, pode-se observar o seu viés político a partir da declaração de um rapaz que participou do movimento e evidencia com suas palavras a insatisfação generalizada entre eles em relação às políticas públicas destinadas aos descendentes de imigrantes: “Se nós não tivéssemos nos mexido, ele [a vítima] teria sido enterrado como um imigrantezinho qualquer” (PERALVA, p.88, 2006), trecho que explicita a busca aludida por Wieviorka de uma autonomia e respeito por parte dos indivíduos no mundo atual. Isso se torna mais claro quando a autora aborda o papel da mídia na cobertura das émeuteé. Segundo ela, diversos setores da sociedade participavam do debates políticos; aos jovens das periferias, por outro lado, era reservado pouco acesso à esfera pública e os protestos acabavam se tornando para eles “um recurso que permitia atrair a atenção da mídia, gerando condições de participação e expressão pública” (PERALVA, p.92, 2006), o que ressalta, por sua vez, uma “crise de representação” (PERALVA, p.100, 2006) que vai além da crise social que envolve as émeuteé e parece criar uma geração que, tomada pelo sentimento de injustiça que a morte violenta por parte das autoridades suscita, passa a olhar as instituições públicas com cada vez mais descrédito e desconfiança.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Essa ineficiência do Estado em executar a sua função clássica do uso do “monopólio da violência física legitima” (WEBER, p. 124-125, 1963) diante das novas formas de violência características do mundo globalizado é abordada por Wieviorka em O Novo Paradigma e também por Hobsbawn em A ordem pública em uma era de violência. Hobsbawn afirma que a violência atual resulta do enfraquecimento do poder do Estado nos últimos 30 anos e de sua incapacidade em lidar com os desafios característicos da contemporaneidade, como o tráfico de drogas e de armas, o terrorismo e a imigração ilegal; o que reduziu a sua credibilidade e confiabilidade frente à população. Ele faz ainda uma crítica contundente à crescente militarização dos países – como ocorreu no Reino Unido, cujas forcas policiais aumentaram 35% desde 1971 (HOBSBAWN, p. 140,) – e afirma que a manutenção da ordem pública está antes em um “equilíbrio entre a força, a confiança e a inteligência” (HOBSBAWN, p. 149,) do que apenas em investimentos maciços em armamento e tecnologia.  Segundo ele, o tratamento indevido dado pelo Estado e pela Mídia ao terrorismo internacional, que de problema de ordem pública acaba sendo reverberado como uma ameaça internacional, acaba criando um medo irracional nas sociedades cujos efeitos aparecem, além dos casos de supracitados, no crescente xenofobismo “que não dispõem senão de legitimidade, ao menos de legalidade no espaço público. Quando um partido de extrema-direita, de ideologia racista e xenófoba, se desenvolve” (WIEVIORKA, p.31, 1997). &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-SjYOXfA55J8/Th9iqGrQT5I/AAAAAAAAAIk/IH92XAMjDEY/s1600/xenofobia.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 241px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-SjYOXfA55J8/Th9iqGrQT5I/AAAAAAAAAIk/IH92XAMjDEY/s320/xenofobia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629326534722473874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo claro dessa política ocorre na Suíça, que após proibir em 2009 a existência de minaretes no país, aprovou no fim de 2010 um referendo que ficou conhecido como "lei da ovelha negra" e que permitia às autoridades expulsarem automaticamente, por um período dentre cinco e quinze anos, os cidadãos de origem estrangeira (cerca de 25% da população atual do país que é constituída de imigrantes e descendentes) que fossem condenados pela prática de qualquer tipo de crime – tanto crimes graves quanto pequenos delitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas políticas se mostram bastante contraditórias quando confrontadas com o multiculturalismo do pós-Segunda Guerra Mundial, quando o desejo coletivo de uma sociedade mais justa, igualitária e tolerante às diferenças estimulou as migrações humanas entre países à tamanha magnitude que, em 2002, a estimativa era de que apenas 10% a 15% das nações do mundo permaneciam etnicamente homogêneas. Com tais princípios, por sinal, a Organização das Nações Unidas foi criada em 1945, e três anos depois a Assembléia Geral das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo sétimo artigo defendia que: “Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.” Tal princípio, contudo, parece não mais existir e o que se observa na contemporaneidade é uma ideologia crescente na direção inversa, que considera os estrangeiros um risco à identidade nacional do país e defende a particularidade em detrimento da diferença e o privilégio acima da igualdade.    &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Relembrando a definição de Michaud, a violência pode ser observada não apenas quando ocorre uma violação da integridade física do individuo, mas também quando existem danos morais na pessoa e em suas participações simbólicas e culturais. Nesse novo contexto da política mundial, o Estado aparece não apenas como o detentor do monopólio do uso legítimo da violência física, como aludiu Weber, mas também como aquele que faz uso legítimo – sem necessariamente monopolizá-lo – da violência moral. O caso do jogador brasileiro que recebeu uma banana de um torcedor russo é apenas um reflexo desse tipo de violência da qual as autoridades públicas são protagonistas, como é possível observar nas leis prejudiciais aos imigrantes aprovadas nos EUA e na Suíça e na abordagem desrespeitosa das forças policiais diante de estrangeiros, como no caso do brasileiro morto em Londres, e descendentes, como ocorre nas mortes dos jovens suburbanos nas quais as émeuteé francesas tem início. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;À época da Declaração dos Direitos Humanos, Hannah Arendt já se referia a eles como “uma prova de idealismo fútil ou de tonta e leviana hipocrisia” (ARENDT, p. 302, 1951). Depois de mais de um século, ao diferenciar por meio de leis específicas os indivíduos de acordo a sua etnia, cor, religião ou ascendência, os poderes públicos aparecem como os principais atores de uma era na qual, com os princípios mais basilares de isonomia e dignidade violados, as palavras de Arendt nunca soaram mais verdadeiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•PERALVA, Angelina. Levantes Urbanos na Franca. In Tempo soc. [online]. vol. 18, no. 1, pp. 81-104; 2006.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•HOBSBAWN, Eric. Globalização, democracia e terrorismo, cap. 9, pp. 138-51. São Paulo, Cia das Letras, 2007&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•WIEVIORKA, Michel.. O novo paradigma da violência. Tempo Social. In Revista de Sociologia da USP, 9(1): 5-41, maio. 1997&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•ARENDT, Hannah. As origens do totalitarismo. Anti-semitismo, imperialismo e totalitarismo. São Paulo, Companhia das Letras, Parte II ["Imperialismo"], capítulo 5 ["O declínio do Estado-nação e o fim dos direitos do homem", pp. 300-336}.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•CHIAPPINI, Ligia. Multiculturalismo e Identidade Nacional, in Fronteiras Culturais: Brasil – Uruguai, MARIA, Helena Martins (Org), 2002.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•MICHAUD, Yves. A Violência, São Paulo,. Editora Ática, 1989. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•REDACÃO. Torcedor joga banana em campo e Roberto Carlos abandona jogo. Folha Online, São Paulo, 22 de junho de 2011. Disponível em: &lt;http://www1.folha.uol.com.br/esporte/933601-torcedor-joga-banana-em-campo-e-roberto-carlos-abandona-jogo.shtml&gt;. Acesso em: 29 de junho de 2011, 19:00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•FRAGA, Érica. Polícia britânica mata brasileiro por engano após confundi-lo com terrorista. Folha Online, Londres, 23 de julho de 2005. Disponível em: &lt;http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u86015.shtml&gt;. Acesso em: 29 de junho de 2011, 22:15.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•EFE (Agência de Notícias). Obama diz não querer que EUA se transformem em "mosaico" de legislações. Folha Online, Washington, 23 de setembro de 2010. Disponível em: &lt;http://www1.folha.uol.com.br/mundo/803345-obama-diz-nao-querer-que-eua-se-transformem-em-mosaico-de-legislacoes.shtml&gt;. Acesso em: 30 de junho 2011, 11:00.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•CHADE, Jamil. Suíça deporta brasileiro sem parentes no País. O Estado de S.Paulo, Genebra, 18 de dezembro de 2010. Disponível em: &lt;http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101218/not_imp655325,0.php&gt;. Acesso em: 30 junho de 2011, 13:15.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-4334492753335314694?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/4334492753335314694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=4334492753335314694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/4334492753335314694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/4334492753335314694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2011/07/violencia-na-era-da-globalizacao.html' title='A violência na era da globalização'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-SjYOXfA55J8/Th9iqGrQT5I/AAAAAAAAAIk/IH92XAMjDEY/s72-c/xenofobia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-9005686202357381192</id><published>2010-09-16T05:38:00.000-07:00</published><updated>2011-11-29T06:40:34.655-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='militares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='1964'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='alfred stepan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ditadura'/><title type='text'>Notas sobre 1964</title><content type='html'>Em “Os Militares na Política”, o cientista político Alfred Stepan analisa a relação política entre civis e militares mostrando como estes, antes de serem considerados uma instituição autônoma de nossa história política, devem ser pensados como um subsistema que reage às demandas do sistema político. No caso brasileiro,o autor mostra como a progressiva intromissão na política pelos militares, que resultou no golpe de 1964, foi desejada pela população e legitimada pelos próprios políticos e meios de comunicação.  &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;No Brasil, onde os militares são politizados e incitados a participar da política, Stepan define essa relação como moderadora, na qual o Exército ganha do governo a legitimidade de garantir a manutenção das instituições política dentro das normas, regras e leis estabelecidas pela constituição vigente, nem que para isso tenha que desobedecer ao presidente quando considerare que ele está agindo fora da constitucionalidade.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;O papel do moderador é manter as regras do jogo politico, mas quando tais regras passaram a ser questionadas por seus próprios protagonistas, como ocorreu na crise brasileira entre 1961 e 1964, essa função começou a mudar. No período citado, a crise estrutural foi decorrência da coadunação de fatores como as crescentes reinvindicações econômicas ao governo, advindas do crescimento populacional e do urbanismo ao longo na década de 50, que elevaram a exigência popular sobre bens e serviços, aumentaram o seu déficit orçamentário e aceleraram a inflação; o declínio do crescimento econômico resultante da retração do mercado exterior e da saturação do modelo de substituição de importações; e a majoração dos gastos do governo com bens e serviços destinados a população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ascensão das greves e a crescente rivalidade entre as diferentes classes de trabalhadores foram resultados dessa crise que aos militares coube a tarefa de controlar e cujo motivo, além dos já citados, foi a ausência de coesão politica que, substituída pelo personalismo e radicalização dentro da máquina pública, prejudicava um programa de governo sólido. Disseminou-se assim a descrença frente ao sistema político, que tanto para a atuação quanto para a oposição – e igualmente para a população – necessitava de reformas profundas e estruturais. Diferentemente das crises anteriores, em que a ameaça convergia na figura do presidente, como em 1945 com Vargas, no início dos anos 60 o nível de periculosidade estendia-se ao temor pela desintegração social e pela subversão politica, provações cuja superação por parte do governo era colocada em xeque pela população.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas Forças Armadas, o impacto da crise não foi menos perceptível. Receosos de que a recente Revolução Cubana reverberasse em solo nacional e substituísse a instituição militar por milícias populares, como ocorrera na ditadura castrista, e preocupados com a ascendente politização dos sargentos, que poderia trazer critérios políticos de promoção e ameaçar a estrutura hierárquica e o papel apartidário da organização, os militares passaram a acreditar que nenhum partido politico seria capaz de dominar a crise do período e a perceber que seus limites políticos já não precisavam ser tão restritos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse aumento de confiança dos militares em sua capacidade e legitimidade de governar o país foi evidenciado na criação da Escola Superior de Guerra, em 1949. Com foco inicial na segurança nacional – em especial contra a onda comunista internacional -, a ESG contou desde a fundação com tecnocratas, militares e especialistas que perscrutavam o sistema politico brasileiro e criavam estratagemas e metas de desenvolvimento nacional, algo que, a partir dos anos 60, passou a ganhar bastante repercussão e apoio entre as Forças Armadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A constante crítica dos membros da ESG em relação ao presidente Goulart e sua posterior queda aumentaram nas Forças Armadas a ideia de que elas possuíam membros capazes de engendrar um novo modelo de desenvolvimento e segurança nacional para solucionar a crise brasileira. Nesse contexto, a tomada do poder pelos militares era apenas questão de tempo; este, por sua vez, acelerado por dois fatos decisivos: o comício de 13 de marco de 1964 e o Motim dos Marinheiros no final daquele mês.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No comício, o então presidente Jango anunciou as suas Reformas de Base, que defendiam, dentre outras ações, a reforma agrária e a nacionalização das refinarias de petróleo, e se mostraram um irreversível erro estratégico pois, além de não contarem com um apoio organizado para ser colocadas em prática, enfraqueceram as suas alianças políticas, tiveram péssima repercussão na imprensa e revelaram-se uma ameaça aos latifundiários, industriais, capitalistas e até mesmo à classe média, que se sentiu insegura diante da retórica da revolução.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem o apoio popular e político anterior ao comício, Jango estava mais vulnerável à ação das Forcas Armadas, com quem a sua relação estava cada vez mais tensa após tê-las classificado como arcaica e obsoleta. Após o comício, intensificou-se o apelo da imprensa para que os militares garantissem os três poderes e resolvessem a crise, a qual tinha se adicionado o temor popular de que a nação estava se armando. A tomada do poder pelos militares estava cada vez mais iminente, e o Motim dos Marinheiros foi a justificativa que precisava. Na rebelião em que marinheiros e fuzileiros se barricaram num arsenal do Rio de Janeiro, Jango quebrou a hierarquia da instituição ao retirar a autoridade do Ministro da Marinha e conceder aos sindicatos a escolha de um novo ministro, o que afastou deveras seus poucos asseclas que ainda restavam  no Exército e abriu o caminho deste para a tomada do poder público. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiantes em sua capacidade de gerir a máquina pública e resolutos em manter a manutenção e segurança da instituição, os militares decidiram permanecer no poder e não entregar o governo aos civis, decisão que recebeu apoio dos principais governadores da nação, em reunião um dia após a tomada do poder, e por parte da imprensa, como o influente periódico &lt;em&gt;O Estado de São Paulo&lt;/em&gt;, que ressaltou a importância em afastar o comunismo e de ter um governante “sem ligações politicas” em seu panegírico sobre o novo governo militar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Stepan mostra que a probabilidade de êxito de um golpe militar é inversamente proporcional à legitimidade do executivo no exercício de seu cargo conferida pela população. Uma vez investigados atentamente os fatos históricos, confirma-se a análise de que as Forças Armadas foram uma instituição que reagiu aos anseios do governo e da população, e não uma organização autônoma em relação ao sistema político nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tomada do poder em 1964, consequentemente, foi antes uma ação de autopreservação do exército que contou com apoio dos políticos e da população do que um golpe desferido de forma pusilânime e unilateral no povo brasileiro, falácia esta que, ainda hoje, docentes radicais e discentes idealistas insistem em perpertuar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-9005686202357381192?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/9005686202357381192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=9005686202357381192' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/9005686202357381192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/9005686202357381192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2010/09/o-pacto-de-1964.html' title='Notas sobre 1964'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-1224806614502970634</id><published>2010-09-08T12:24:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:02:47.388-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contos'/><title type='text'>O Despertar das Palavras</title><content type='html'>Raul é um visionário. Segundo de seis filhos, nasceu em uma família humilde na pequena cidade de Marília, interior de São Paulo. Enfrentou com resiliência a precoce morte do pai e, aos 16 anos, assumiu a responsabilidade do sustento familiar. Começou com pequenos empregos, como entregador de jornal e alfarrabista. Depois foi vendedor e, após poucos anos, abriu um pequeno negócio, uma vitória que representava estabilidade financeira ao recém selado matrimônio com a dona Avany. Avancemos duas gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raul alcançou a idade da maturidade, e ainda que o vigor e a vivacidade sofismem a verdadeira idade, a invulnerabilidade não é a mesma da juventude. Destarte, uma pequena brisa noturna, que outrora seria menosprezada pela saúde impecável, trouxe uma gripe que deixará o azougue ancião de cama por duas semanas. Para tocar os negócios durante a convalescença, Raul convoca o seu primogênito e natural sucessor Marcos, casado com Agda, de cujo matrimônio nascera há seis anos Luiz, que no momento espera ansiosamente o fim das férias e início das atividades escolares. Primeiro ano do ensino fundamental. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz perambula pela casa, irrequieto, ansioso, entediado. O avô, incomodado com a cena, censura o filho quando este chega em casa à noite: &lt;br /&gt;- Você precisa arrumar um trabalho para o seu filho. Não é nada bom uma criança nessa idade ficar jogada por aí.&lt;br /&gt;- Mas ele é só uma criança, pai! – protestou Marcos.&lt;br /&gt;- Na idade dele, eu já passava boa parte do dia ajudando o seu avô com a colheita no campo – argumentou Raul. &lt;br /&gt;- Outros tempos, Pai. Outros tempos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito da recusa inicial, Marcos ponderou melhor o conselho do pai, por quem nutria grande admiração e respeito. Talvez um trabalho temporário, ao tomar parte de seu tempo livre, afastaria do filho a ansiedade do início das aulas. Além disso, poderia aproximar-lhe dos negócios da família e trazer-lhe um pouco de maturidade e responsabilidade. Com a anuência de Raul, e sem enfrentar resistência de Agda, Marcos decidiu promover o sebo do pai dando ao filho cinco cartelas de rifa para serem vendidas pelo bairro e cujos prêmios eram livros repetidos no acervo do estabelecimento.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luiz não se absteve da tarefa engendrada pelo pai, na qual via em sua cabeça infantil uma grande aventura a ser desbravada. Batendo em cada uma das portas da vizinhança, visitando estabelecimentos comerciais e abordando transeuntes nas ruas, Luiz vendeu todos os números das cinco cartelas em menos de uma semana, surpreendendo genitor e progenitor, que viram nele um talento congênito para os negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o fim das férias, esvaiu-se também a prematura carreira profissional de Luiz. Contudo, ele passou a ir amiúde após as aulas ao sebo do avô. Primeiro, para buscar os prêmios das rifas e entregá-los aos ganhadores; depois, para satisfazer a curiosidade literária que tinha recém despertado. Doravante, Luiz abarcava tardes inteiras deitado nos empoeirados corredores do estabelecimento, absorto na leitura de quadrinhos. Mas tarde, debruçou-se sobre os grandes clássicos até chegar, por fim, à hemeroteca, onde teve seu interesse jornalístico despertado.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, Luiz cursa jornalismo em São Paulo. Quinzenalmente, porém, retorna a sua saudosa Marília para matar a saudade da família e visitar o local onde, por iniciativa do avô Raul, teve a sua iniciação literária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-1224806614502970634?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/1224806614502970634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=1224806614502970634' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/1224806614502970634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/1224806614502970634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2010/09/o-despertar-das-palavras.html' title='O Despertar das Palavras'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-5806701815427975944</id><published>2010-09-03T13:31:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:03:16.301-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>A Busca De Uma Arte Esquecida</title><content type='html'>O filme ‘‘Todos os Homens do Presidente”, baseado no livro homônimo de 1974, relata o conhecido caso de Watergate, no qual assaltantes ligados a CasaBranca são presos em flagrante na Sede Nacional do Partido Democrata instalando aparelhos de escuta clandestinos, o que leva dois profissionais do Washington Post a averiguar melhor ocaso.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Dustin Hoffman e Robert RedFord ( Carl Bernstein e Bob Woodward, respectivamente) são os jornalistas que, durante uma longa e incansável trajetória, começam a estabelecer relações entre a CasaBranca e o assalto ao edifício de Watergate. As primeiras descobertas da dupla revelam que os assaltantes estão envolvidos com a CIA e são ligados ao comitê de reeleição do presidente Nixon. Isso faz com que a busca por provas sólidas que esclareçam o ocorrido se inicie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Nessa batalha, a ética ocupa um espaço de considerável destaque. Enquanto Bernstein (Hoffman) faz qualquer coisa por uma informação relevante, Woodward demonstra uma maior sensibilidade para com suas fontes de informação. Porém, isolados destas e desacreditados por seus comandados, os paladinos da verdade estão sozinhos no caso que poderá denunciar nada menos que a instituição política mais importante dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não obstante, a determinação e a força de vontade, aliada a uma ajuda de extrema importância do FBI incorporada pelo informante verídico “Garganta Profunda”, faz com que os jornalistas sigam atrás de sua matéria de forma tensa e emocionante até o desfecho final do filme, presumivelmente conhecido pela maioria do público.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Na realidade, a virtude da obra não é apostar na história do incidente de Watergate, mas sim na busca pessoal de Bernstein e Woodward para solucionar o caso. Essa romantização da profissão ocorre nas incansáveis tentativas da dupla por uma informação relevante, através da busca pessoal de fontes, mesmo que isso tenha como conseqüência telefonemas e visitas intermináveis; e que na maioria das vezes acabam sem grande sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Essa arte jornalística, em que o meio seguro e a concorrência entre os diferentes veículos eram priorizadas, parece em total descompasso com a profissão atual, que se baseia na apuração secundária e terciária e na complacência entre os meios midiáticos concorrentes. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O diretor Alan J. Pakula, notavelmente em seu trabalho mais inspirado, consegue traduzir de forma emocionante e eficiente a arte de sujar os sapatos em busca de um ideal jornalístico. O resultado dela foi a denúncia de um dos maiores casos de corrupção dos EUA. Fica a dúvida se tal arte será resgatada nos dias atuais ou apenas relembrada melancolicamente através de Blockbusters de um passado não tão distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os Homens do Presidente (All the Presidents Men)&lt;br /&gt;Direção: Alan J. Pakula&lt;br /&gt;EUA, 1976&lt;br /&gt;Elenco: Dustin Hoffman, Robert Redford, Jack Warden&lt;br /&gt;138 min., 14 anos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-5806701815427975944?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/5806701815427975944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=5806701815427975944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/5806701815427975944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/5806701815427975944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2010/09/busca-de-uma-arte-esquecida.html' title='A Busca De Uma Arte Esquecida'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-272662122144232125</id><published>2010-09-03T13:16:00.000-07:00</published><updated>2012-01-09T15:07:50.486-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lolita'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Lolita</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/TIFZmNZjUbI/AAAAAAAAAIQ/dQuJLKg3rsk/s1600/Lolita1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 192px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/TIFZmNZjUbI/AAAAAAAAAIQ/dQuJLKg3rsk/s320/Lolita1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5512785931844932018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Lolita&lt;/em&gt;, romance publicado em 1955 pelo escritor russo Vladimir Nabokov, ganhou sua versão cinematográfica pela primeira vez em 1962, com direção de Stanley Kubrick. A história é baseada na relação do personagem principal Humbert com uma jovem de doze anos chamada Dolores Haze, a Lolita.O tema central está relacionado à pedofilia. Entretanto, tal abordagem adquire conotações bem diferentes quando a obra literária é transposta para o cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A despeito de o comportamento obsessivo e passado comprometedor de Humbert serem ocultados no filme (como a proibição de Lolita de participar da peça teatral do colégio e de sair com os colegas da mesma idade, a passagem por diversas internações e as práticas de pedofilia), tal conduta adquire, no livro, uma conotação um tanto quanto justificável devido aos episódios narrados de sua infância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como exemplo podem-se citar a sua relação com Annabel, primeiro envolvimento amoroso cujo final traumático pode ter lhe causado diversos obstáculos nas posteriores relações amorosas e a ausência da afetividade materna em sua vida desde os três anos de idade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Assim, o comportamento de Humbert é suavizado como uma conseqüência quase inevitável de sua difícil infância. Sedutor e perspicaz, ele conduz sua narrativa enfatizando seu amor pela jovem de doze anos e a sedução da qual foi vítima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Lolita, personagem muito menos complexa devido à abordagem simplista do narrador no livro, tem traduzida na câmara toda a sexualidade precoce descrita por Humbert no conto. Sua atração pela figura masculina mais velha pode ser explicada pela carência da figura paterna na infância.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; No filme, Lola muda da jovem órfã de pai que se insinua para Humbert para a pobre garota que, sozinha no mundo e sem condições para se manter sozinha, submete-se às taras obsessivas de Humbert com medo de que este a leve para um internato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Devido à visão imparcial dos fatos proporcionada pela câmera, a versão cinematográfica enfatiza a complicada situação de Lola, que, sozinha no mundo após a morte da mãe, vê-se obrigada a obedecer às paranóias de Humrbert. Essa visão contrasta com a postura de sedutora em potencial, descrita longamente pelo narrador na obra literária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Assim, enquanto o filme aborda a relação pedófila do casal, enfatizando a obsessão de Humbert pela desprotegida Lolita, dando assim uma conotação criminal à conduta dele, o livro aborda o assunto sob a perspectiva do narrador vítima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mesmo adotando a visão tendenciosa do narrador sobre os fatos, o livro se mostra muito mais completo e complexo que o filme, não devido à maior quantidade de detalhes e descrições, mas sim devido a sua abordagem do assunto principal. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Enquanto no filme a pedofilia é vista como uma simples relação de promiscuidade advinda da falta de caráter do individuo; no livro o tema adquire uma conotação mais complexa e abrangente, podendo ser explicada como uma disfunção ou comportamento anormal advindo de fatores e experiências traumáticas na infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dessa forma, o filme não se sustenta como retrato fiel da obra literária, mas sim como uma visão reducionista do complexo tema que é a pedofilia e suas conseqüentes implicações. Não obstante, o filme é válido como um bom entretenimento cultural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-272662122144232125?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/272662122144232125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=272662122144232125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/272662122144232125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/272662122144232125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2010/09/lolita-indecencia-ou-carencia.html' title='Lolita'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/TIFZmNZjUbI/AAAAAAAAAIQ/dQuJLKg3rsk/s72-c/Lolita1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-5251945083676656115</id><published>2010-04-29T15:33:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:04:22.508-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><title type='text'>O Drama de Creonte</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/S9oPG9pjvTI/AAAAAAAAAIA/T6MtmGGGajE/s1600/antigona.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/S9oPG9pjvTI/AAAAAAAAAIA/T6MtmGGGajE/s320/antigona.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465697710070021426" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antígona é destemida, determinada, obstinada. E inflexível. &lt;br /&gt;Enfrenta o onipotente Creonte para enterrar o irmão em um contexto onde a mulher não tinha voz na sociedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creonte é inseguro, altivo e ingênuo. Uma vítima da própria irracionalidade cujo castigo foi ver de perto a morte dos filhos e da mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antígona, a responsável pelo infortúnio de Creonte, suicida-se para se tornar heroína e sensibilizar há séculos os espíritos mais indulgentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creonte não infringiu nenhuma lei. Seu único e maior crime foi deixar-se seduzir pelo poder. Acabou sozinho, cônscio e contrito de seu erro.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"A prudência é, em muito,&lt;br /&gt;a primeira das venturas. &lt;br /&gt;Contra os Deuses&lt;br /&gt;nao convém agir. Palavras altivas&lt;br /&gt;trazem aos altivos&lt;br /&gt;castigo atroz.&lt;br /&gt;Velhice ensina prudência."  &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-5251945083676656115?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/5251945083676656115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=5251945083676656115' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/5251945083676656115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/5251945083676656115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2010/04/o-drama-de-creonte.html' title='O Drama de Creonte'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/S9oPG9pjvTI/AAAAAAAAAIA/T6MtmGGGajE/s72-c/antigona.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-2665880409269837842</id><published>2010-04-29T15:05:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:04:44.409-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Cinema Europeu</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/S9oIR6t0DGI/AAAAAAAAAHw/gPL7D0ax904/s1600/morasilv.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 230px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/S9oIR6t0DGI/AAAAAAAAAHw/gPL7D0ax904/s320/morasilv.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5465690201679727714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Morangos Silvestres (1957)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A arte exige paciência. &lt;br /&gt;Pois o que é a arte &lt;br /&gt;senão um reflexo da interpretação do artista sobre o mundo?&lt;br /&gt;Diferentemente dos que visam ao entretenimento, &lt;br /&gt;que miram nossas idealizações e projeções, &lt;br /&gt;algo muito mais previsível de alcançar e saboroso de digerir, &lt;br /&gt;o artista foca nas questões mais complexas dos individuos, &lt;br /&gt;aquelas cujo compreendimento demanda reflexão, tempo e auto-conhecimento. &lt;br /&gt;Quem as aborda com eloquência e profundidade, &lt;br /&gt;escreve o seu nome na história.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-2665880409269837842?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/2665880409269837842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=2665880409269837842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/2665880409269837842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/2665880409269837842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2010/04/cinema-europeu.html' title='Cinema Europeu'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/S9oIR6t0DGI/AAAAAAAAAHw/gPL7D0ax904/s72-c/morasilv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-917444299492094966</id><published>2010-01-29T09:46:00.000-08:00</published><updated>2011-07-14T15:05:25.110-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Musa</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/S2Mie1o63JI/AAAAAAAAAHo/SyAeKEDskyY/s1600-h/maple.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 243px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/S2Mie1o63JI/AAAAAAAAAHo/SyAeKEDskyY/s320/maple.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432223488729078930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/S2Miek4BhOI/AAAAAAAAAHg/X-JcsqMIyJo/s1600-h/sarah-mapleorgasm.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 256px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/S2Miek4BhOI/AAAAAAAAAHg/X-JcsqMIyJo/s320/sarah-mapleorgasm.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432223484229027042" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/S2MieXK_r6I/AAAAAAAAAHY/h33LI3H8tkA/s1600-h/signs.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 164px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/S2MieXK_r6I/AAAAAAAAAHY/h33LI3H8tkA/s320/signs.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5432223480550502306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nome: Sarah Maple&lt;br /&gt;Idade: 24&lt;br /&gt;Nacionalidade: Inglesa&lt;br /&gt;Ascendência: Africana e árabe, filha de pais muculmanos&lt;br /&gt;Profissão: Artista plástica&lt;br /&gt;Objetivos: Questionar opressão feminina e diferenças culturais entre Ocidente e Oriente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-917444299492094966?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/917444299492094966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=917444299492094966' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/917444299492094966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/917444299492094966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2010/01/pretty-woman.html' title='Musa'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/S2Mie1o63JI/AAAAAAAAAHo/SyAeKEDskyY/s72-c/maple.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-467167095220130231</id><published>2010-01-29T09:11:00.000-08:00</published><updated>2010-05-11T06:51:09.296-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Silêncio!!!</title><content type='html'>&lt;em&gt;A gente quer se afastar de si próprio... Pra isso é que o muito se fala. O senhor sabe o que é o silêncio? O silêncio é a gente mesmo, demais”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guimarães Rosa, &lt;em&gt;Grande Sertão: Veredas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando foi a última vez que você ficou em silêncio? Sente num lugar tranqüilo, desligue seu celular, desconecte-se da internet e descubra por que a vontade de falar, escrever, postar se tornou tão incontrolável &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pisca uma vez, duas, três vezes. A luz se apaga. Os laptops silenciam-se e, em coro, ouve-se: “Aaahhhh”. Foi só um susto. A luz volta, o computador religa. Sem conexão. Sem internet. Sem MSN. Sem Twitter. Sem Orkut. Sem Skype. O pânico se instaura. Um, dois, três, cinco, dez minutos. Nada. E-mails não chegam, mensagens não saem, as informações não se atualizam. Pau na rede. Desorientadas, as pessoas levantam de suas cadeiras sem saber como se ocupar. Ufa, o celular funciona! Começam, então, a ligar desenfreadamente para informar, a quem interessa – ou não –, que estão desconectadas do mundo virtual. “Qualquer coisa estou no celular”, alguém avisa para o outro lado da linha. Entram em cena iPhones, BlackBerries, Smartphones: eles tocam, vibram, acendem, chamam. Seus donos agradecem; e-mails chegam, mensagens reaparecem, as ligações não param. Respiram, enfim, aliviados: estão on-line.&lt;br /&gt;Hoje é assim. Não se vive mais off-line. Da mesma maneira que os bipes, as chamadas e os toques soam a todo minuto, a cabeça está sempre a mil. Olhos atentos, ouvidos ligados, voz em alto e bom som, mãos discando, digitando... Os radares do corpo não desligam e são estimulados pelas tecnologias, que proporcionam 24 horas de conectividade, onde quer que seja. Sua alma nunca se aquieta. Já parou para pensar há quanto tempo você não fica em silêncio?&lt;br /&gt;As provas desse falatório constante não são palavras, mas números: uma pesquisa do Ibope, realizada entre agosto de 2007 e janeiro de 2008, mostra que as mulheres fazem mais ligações por mês do que os homens. Da turma que faz de 21 a 50 chamadas mensais, elas somam 62,40%, contra 37,60% deles. Quanto à duração, quando se trata de mais de 21 minutos falando, elas são 60,10%; eles, 39,10%. Um estudo da operadora Vivo, de 2007, aponta que a mulherada possui 54% das linhas de celulares do mercado e que, de um ano pra cá, passou a utilizar mais SMS do que os homens. Elas também aumentaram o número de envio e recebimento de fotos em 2,5 vezes contra 1,9 deles. E, ainda, nos últimos dois anos, dentro do aumento de 75% da média da evolução da internet residencial, o crescimento feminino foi de 93%, segundo dados do Ibope/Net Ratings, publicados no Meio &amp; Mensagem, em 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Silêncio = tortura&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;O filósofo Mario Sergio Cortella, professor da PUC e autor de sete livros sobre comportamento humano, explica o ruído: “Hoje em dia as pessoas precisam de barulhos contínuos para distrair o cérebro. Tem gente que não se suporta e precisa falar sem parar para não ficar com os próprios pensamentos”. Especialista em antropologia cultural, Mario Sergio conta que o silêncio não é algo positivo em nossa sociedade. “Ao contrário do Oriente, onde o silêncio é valorizado e considerado sinal de modéstia, de recato e de virtude, no Ocidente a quietude é sinônimo de solidão, de que alguma coisa está errada.” Ele lembra de como somos estimulados a falar desde cedo e de como uma das coisas mais admiradas numa criança é o fato de ela começar a balbuciar as primeiras palavras precocemente: “Falar é um sinal de independência”. E pode ser também um sintoma de perda da noção de interioridade, explica Eurico Cursino dos Santos, sociólogo da Universidade de Brasília. “A espiritualidade moderna torna-se tão mesmerizada pela tecnologia, que as pessoas se esquecem de si mesmas e de quão valiosas são as coisas simples da vida. O resultado disso é que as verdadeiras passagens, aquelas que devem ser festejadas, acabam passando batido por excesso de estímulos tecnológicos”, esclarece o especialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cíntia Ferro, 31 anos, entra em pânico quando seu Nextel não toca. Estranha ninguém procurá-la. “Penso: ‘Será que estou perdendo alguma coisa?’.O sentimento é esse”, confessa a gerente de marketing, que, por mês, vê a conta do celular alcançar os R$ 1.500. “Sou ligada 24 horas, tenho uma vida social intensa, minha cabeça não desliga. Mas tenho plena consciência de que isso me estressa e cansa as pessoas que estão perto de mim”, assume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há nove meses, a produtora de áudio Maria Fernanda Bastos, 36 anos, viciou-se em postar comentários no Twitter – rede virtual que ficou famosa porque seus usuários, que só podem escrever posts de no máximo 140 toques, contam coisas corriqueiras e são “seguidos” por outros usuários. “É muito esse lance de você ser aceito. Ser seguido é um status. Não tem quem fale: ‘Estou no Twitter mas não importa quem me siga’. Lógico que importa”, solta a produtora, que não desgruda do laptop nem no sítio. “Não consigo parar de falar. Por exemplo, você queima o dedo e, antes de passar remédio, escreve lá ‘queimei o dedo no fogão’”, exemplifica Maria Fernanda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria Lucia Stein, mestre em psicologia social e institucional pela UFRGS e membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre, chama a atenção para a falsa idéia de estar realmente conectado. “Pensar que você está sendo acompanhado por tanta gente produz um certo conforto. Mas, se olharmos para 140 caracteres ou 200, 300 seguidores, quem realmente está testemunhando algo da sua vida? Os recursos tecnológicos são, na verdade, um fenômeno para dar conta da fragilidade humana”, teoriza Maria Lucia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Distraia seu cérebro&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;“Se o Twitter fosse com áudio, pareceria o Mercado Municipal”, diz um dos posts da publicitária Bruna Calheiros, 22 anos, a Baunilha, em sua página do próprio, traduzindo com perfeição o que a rede social parece: um amontoado de gente falando, perguntando, buscando seu espaço. Bruna achou o seu justamente na internet. Rascunhou seu primeiro blog há dez anos e hoje escreve em mais de cinco – um deles é o premiado www.sedentarios.org, com mais de 3 milhões de pageviews por mês. Ela tem quase 3 mil seguidores no Twitter – um dos recordes da rede – e, por ser blogueira, foi contratada para gerenciar a versão on-line da agência de promoção Bullet. “O contato que tive com a internet trouxe muita coisa para minha profissão”, diz Bruna, que recentemente comemorou dois anos de um namoro que começou no Orkut. “A vida passa a girar em torno disso, passo mais tempo na internet do que em casa, do que com meu namorado”, admite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diretora de criação e sócia da agência Hell Suzana Apelbaum, 35 anos, é unha e carne com seu iPhone. Até na cama: “Sempre li muito antes de dormir. Agora, fico navegando na internet. É tão bom que chega a ser ruim”, conclui ela, que despende entre R$ 2 mil e R$ 2.500 mensais falando, falando, falando...&lt;br /&gt;Segundo o filósofo Mario Sergio Cortella, talvez o som mais agradável para o ser humano seja a própria voz, porque ela afirma a identidade. E, como vivemos a era da conectividade, a sensação que se tem é a de que temos que permanecer em voz alta o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito se discute se realmente a mulher fala mais palavras ao dia do que o homem. Estudos norte-americanos se contradizem, principalmente no total de palavras ditas, mas o resultado é sempre o mesmo: as mulheres falam infinitamente mais. As comparações podem variar entre – mulher e homem, respectivamente – 7 mil X 2 mil, 25 mil X 12 mil e 50 mil X 25 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Cortella, do ponto de vista sociológico, há uma razão de natureza cultural para todo esse blá-blá-blá: “As mulheres foram por muito tempo silenciadas: sem voz na política, na empresa, na família. Durante muito tempo, a única forma de ocupação das mulheres foram as conversas. Diferentemente dos homens que, em lugares como bancos, escritórios, fábricas, precisavam ficar mais quietos, concentrados”.&lt;br /&gt;Bia Nicotero, 39 anos, é tão conectada que não suporta sujar o dedo com o papel do jornal. Notícias, só on-line. Diretora executiva de uma empresa de conexões digitais com sede na Europa, carrega dois notebooks, tem seu perfil no LinkedIn (versão business do Orkut) e o Smartphone fica ao pé do ouvido caso apareça um e-mail na madrugada. “É quase uma compulsão, tenho que tomar cuidado. Não gosto de deixar as coisas para depois, me tranqüiliza saber que tenho todas as informações, 24 horas por dia, em um aparelho”, justifica Bia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necessidade parecida bateu em Priscila Zogbi, 33 anos, quando uma amiga grávida corria risco de morte.“Queria acesso à minha vida pessoal 24 horas”, lembra ela, que mora em Nova York desde 2002 desenvolvendo fragrâncias para a Avon. “Sem meu BlackBerry me sinto tão insegura e exposta como quando estou sem brinco ou batom”, confessa. “Outro dia me peguei atravessando uma avenida olhando o celular. Em um flash vi que poderia perder a vida assim. E pensei: ‘Mas que vida?’. A vida não é a que se vive por meio dos eletrônicos e sim a de ver que o sol estava se pondo, que um homem estava sorrindo, que as folhas estavam começando a cair...”, reflete Priscila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um silêncio que ninguém ouviu&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Mario Sergio Cortella bate nessa mesma tecla: “Nós, ocidentais, perdemos a capacidade de contemplar, observar as coisas sem precisar falar”. A fundadora da comunidade zen-budista do Brasil, Monja Coen, explica por que as pessoas não querem ficar com elas mesmas. “O silêncio nos leva às profundezas, por isso é fácil nos escondermos na superficialidade. Temos medo porque essa penetração pode tocar em pontos essenciais e gerar transformação. Mas, se eu ponho pano quente nos meus questionamentos, um dia eles explodem”, conclui. Os momentos de silêncio, segundo ela, existem, só que não damos atenção porque estamos acostumados a só perceber o som. E sugere: “O que nos falta é treinamento. Não que tenhamos que ficar horas no topo de uma montanha. Mas o silêncio pode acontecer em breves instantes no trabalho, no trânsito... Não há necessidade de estimular os sentidos o tempo todo. Procure ficar quieta 5 minutos, sem fazer nada, mas presente em si. E pense: ‘Será que em algum momento do dia eu consigo acessar algum lugar mais profundo dentro de mim, na quietude?’. Procure, porque esses momentos são possíveis”. Monja Coen ainda frisa a importância de reaprendermos a dialogar: “É nas coisas simples, como ouvir os próprios passos, que estamos presentes e, a partir daí, desenvolvemos a capacidade de ouvir melhor. E, assim, minimizar o falar para o que é adequado, e não só por impulso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica a sugestão, uma vez já pensada por Arnaldo Antunes na canção “O Silêncio”: “Vamos ouvir esse silêncio meu amor: o astro pelo céu em movimento. O som do gelo derretendo. O barulho do cabelo em crescimento. A música do vento. A matéria em decomposição. A barriga digerindo o pão. Explosão de semente sob o chão. Diamante nascendo do carvão. Antes de existir a voz existia o silêncio. O silêncio foi a primeira coisa que existiu”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matéria escrita por Carol Sganzerla e publicada na revista TPM edicão 83 (dezembro de 2008). Para acessar a reportagem completa, acesse http://revistatpm.uol.com.br/revista/83/reportagens/silencio/page-1.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-467167095220130231?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/467167095220130231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=467167095220130231' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/467167095220130231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/467167095220130231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2010/01/silencio.html' title='Silêncio!!!'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-150053171137145522</id><published>2009-12-27T18:34:00.000-08:00</published><updated>2012-01-09T15:11:46.969-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perfil'/><title type='text'>Herbert</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SzgdT_2RWFI/AAAAAAAAAGw/K4O2S0sqxg4/s1600-h/herbert+2.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 222px; FLOAT: right; HEIGHT: 205px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420114380934174802" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SzgdT_2RWFI/AAAAAAAAAGw/K4O2S0sqxg4/s200/herbert+2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Herbert Piepenschneider cresceu com a sombra do Muro de Berlim à porta de sua casa. Após vinte anos da queda do maior símbolo da Guerra Fria, ele relembra os momentos mais tensos do período e faz um panorama da Alemanha atual, que ainda luta para superar barreiras – desta vez menos palpáveis, como o preconceito; – que dividem a sua população.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Luiz - Quando e onde você nasceu?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Herbert - Eu nasci no dia 30 de junho de 1952 em Amelgatzen, na República Federal da Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a sua profissão?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu sou funcionário público e trabalho na prefeitura de minha cidade na área de finanças e contabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde você viveu e estudou ao longo da vida?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu me mudei ainda criança com meus pais para Hameln, cidade em que vivo até hoje. Ao terminar o colégio, freqüentei em Hanover, cidade próxima à minha, uma escola técnica de administração, onde após 4 anos eu obtive um diploma que facilitou minha entrada no setor público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você viveu a maior parte da vida na parte ocidental da Alemanha. Como foi viver em um país dividido?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu vivia perto da fronteira (cortina de ferro): mísseis sobre morros levantados e armas hostis, principalmente de franceses, apontadas para nós o tempo todo. Tudo verdadeiro, porém sem ação efetiva. As pessoas passavam a se acostumar com aquilo tudo.&lt;br /&gt;Eu participei de uma passeata pela paz em Hamburgo. Era senão lamentável talvez até divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você já precisou passar pela guarita da fronteira que separava a Alemanha ocidental e oriental?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sim, somente uma vez. Os olhos fixos dos guardas na fronteira e a impossibilidade de eu demonstrar qualquer tipo de insatisfação me irritaram profundamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como era vista a ajuda econômica dos Estados Unidos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De maneira positiva. Ficamos bastante agradecidos, principalmente em relação à ajuda para a reconstrução dos edifícios destruídos pela guerra. Eu não tive nenhuma experiência pessoal relacionada a esse milagre econômico, mas é inegável que teve um belo resultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você presenciou a queda do muro em 1989? Senão, como ficou sabendo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Todos os canais de televisão noticiaram a mesma notícia simultaneamente. Eu creio que cheguei até a chorar de felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Porque os preconceitos entre Leste e Oeste persistem na Alemanha atual?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os preconceitos estão diminuindo progressivamente, mas ainda permanecem. O motivo principal acaba sempre convergindo para a questão monetária. A parte ocidental lucra, como sempre, bilhões anualmente. Apesar disso, a quantidade de desempregados no leste continua maior que no oeste. Muito preconceito ainda existe, mas o que predomina é a satisfação e alegria de ver a Alemanha unida novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em 2005 alguns carros foram queimados na França por imigrantes que reivindicavam melhores empregos e uma maior inclusão deles na sociedade. A exclusão dos imigrantes também é notória na Alemanha, como é o caso dos turcos, que ocupam os empregos menos prestigiados e estudam nas piores escolas. Como solucionar esse problema?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Este é um campo abrangente. A Alemanha esta fazendo mais pela integração, como por exemplo as aulas especiais de alemão para imigrantes no jardim de infância, a fim de diminuir a distancia entre os alunos alemães e turcos e aumentar as chances destes no mercado de trabalho. Formação é tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como você avalia o governo de Angela Merkel?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Uma grande coalizão. A espera sobre reformas era grande, os resultados foram piorando cada vez mais. Houve grandes confrontos com o Partido Social Democrata, que amarga péssimos resultados sobre grau de satisfação popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você tem uma opinião pessoal sobre os novos governos de esquerda da América do Sul, como por exemplo Evo Morales e Hugo Chaves?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu creio que minhas informações não são suficientes para estabelecer uma opinião formada. A televisão noticia que eles prometem muito, mas raramente cumprem o prometido. Há também a corrupção, que esta sempre presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você não vivenciou o momento, porém, provavelmente deve ter ouvido muitas histórias sobre o Terceiro Reich (1933- 1945). Qual delas foi a mais marcante?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mil e uma histórias! Histórias de morte, fome, torturas, romances de fogueira...Uma vez minha avó estava colhendo framboesas no jardim, quando de repente a vizinha chega e grita: “Um atentado contra nosso líder!”. “Ele esta morto?”, pergunta minha avó. “Não, mas machucado”, responde a vizinha. “Então não é tão ruim”, completa a minha avó. Por causa disso ela quase foi parar na prisão, o prefeito chegou até a pendurar um retrato dela nas ruas da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você já recebeu estudantes de intercâmbio diversas vezes. Como foram as experiências?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Todas positivas. Bons relacionamentos e às vezes até, como você sabe, relações de amizade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-150053171137145522?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/150053171137145522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=150053171137145522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/150053171137145522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/150053171137145522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2009/12/superman.html' title='Herbert'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SzgdT_2RWFI/AAAAAAAAAGw/K4O2S0sqxg4/s72-c/herbert+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-8257003655550467195</id><published>2009-11-26T06:46:00.000-08:00</published><updated>2011-07-14T15:07:00.822-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Manchetes do dia</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estacionamento gratuito nos shoppings&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Assembléia Legislativa promulgou nesta semana uma lei que garante estacionamento gratuito nos shoppings do Estado de São Paulo aos clientes que gastarem pelo menos dez vezes o valor da tarifa nas dependências do estabelecimento comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A isenção da taxa é válida por um período máximo de seis horas ou até 20 minutos. Previsivelmente, a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping entrou com um pedido na justiça para anular a regra, afirmando que ela é inconstitucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma medida um tanto incoerente, visto que a lei não prevê nenhum tipo de multa ou sanção a quem desrespeitá-la, ou seja, os shoppings são livres para adotá-la ou não. Se a idéia da Associação é não perder dinheiro, uma saída mais eficiente seria aumentar o preço do estacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Majorando o valor da tarifa de R$ 6 para R$ 8, os lojistas teriam um lucro duplo: Por um lado, incentivariam uma parcela dos consumidores a gastar mais (pelo menos R$ 80, ante R$ 60) para não pagar o estacionamento; por outro, criariam uma parcela de visitantes – provavelmente a maioria - que optaria por pagar o estacionamento para não ter que gastar tanto dentro do shopping. Em ambos os casos, decerto podemos afirmar que os clientes não ficariam muito contentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É proibido poluir&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Câmera Municipal aprovou ontem em primeira votação um projeto que visa à realização de campanhas contra a sujeira da cidade de São Paulo. Caso aprovado em segunda votação e sancionado pelo prefeito, o projeto vai estabelecer uma salgada multa de mil reais para quem jogar lixo pela janela dos carros ou em córregos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Finalmente uma medida sensata que, de tão óbvia, foi até o momento negligenciada pelas autoridades políticas. Menos bueiros entupidos – o que acarreta em menos enchentes - e diminuição da poluição visual são apenas alguns dos benefícios. O único contraponto fica em relação ao valor da multa, um tanto drástico visto que deve haver um período de adaptação para que a população acabe com um hábito tão enraizado em nossa sociedade. De qualquer forma, é torcer para que ela seja aprovada. &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=lPT_3PEjnsE"&gt;Totó na África&lt;/a&gt; e boleiros na balada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma semana ocorrerá, na Cidade do Cabo, o sorteio que define os grupos que disputarão a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. Após uma campanha vergonhosa em 2006, felizmente o técnico Dunga assumiu a seleção e, a despeito de todas as críticas e exprobações feitas pelos meios de comunicação, demonstrou ter capacidade e eficiência para conduzir a seleção rumo ao hexacampeonato mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha única crítica vai para a ausência do volante Pierre nas convocações, um monstro no Palmeiras que merecia ao menos uma oportunidade para jogar com a camisa verde e amarela. Agora, como de praxe, um parte da imprensa começará a exigir a volta das grandes estrelas do passado sob o pretexto de que o futebol “é momento”. Acho válido o argumento que futebol “é momento”, mas como dizia Pablo Neruda, “tão curto o amor, tão longo o esquecimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, pois a cena da seleção se arrastando em campo e tocando displicentemente de lado na Copa do Mundo da Alemanha permanece fresca em minha memória. Uma coisa é jogar mal, outra bem diferente é não demonstra vontade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falta de comprometimento, por sinal, foi algo bastante recorrente dentro do Palmeiras nos últimos meses. Agora, o time está recluso no interior de São Paulo, em uma tentativa desesperada de demonstrar a seriedade perdida nos últimos dois meses. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Interessante notar que, quando o cerco aperta, os culpados – e os acusadores – sempre aparecem. Marquinhos, Vagner Love e Lenny trocaram o empenho no clube pelos desafios da noite paulistana. Diego Souza, que se mostrou apático nos últimos meses, comemora o seu desempenho particular ao longo do ano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembrou-me o Ronaldo fenômeno festejando, em 2006, a sua marca de maior artilheiro de Copas do Mundo, enquanto a população lamentava a perda do título mundial tido como ganho. Jogadores de futebol merecem um estudo sociológico. Demetrio Magnoli, você tem o meu apoio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-8257003655550467195?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/8257003655550467195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=8257003655550467195' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/8257003655550467195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/8257003655550467195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2009/11/manchetes-do-dia.html' title='Manchetes do dia'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-6620954356787560567</id><published>2009-11-17T05:48:00.000-08:00</published><updated>2011-07-14T15:07:30.325-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Para sempre Chico Mendes</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;“Faz bem à imagem dos heróis morrer cedo”, escreve Zuenir Ventura a certa altura da obra “Chico Mendes - Crime e Castigo”, fruto de uma reportagem investigativa que levou o autor por três ocasiões a Xapuri, no Acre: a primeira, dois meses após o incidente, em 1989; depois, dois anos mais tarde, na época do julgamento dos acusados; e posteriormente em 2003, para conferir o que mudou no estado com a morte do líder seringueiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chico Mendes chamou atenção do Brasil e do mundo nos anos 80 com a sua luta pelos direitos dos seringueiros e preservação da Amazônia.  Porém, a batalha transformar-se-ia em tragédia no dia 22 de dezembro de 1988, quando o defensor ambiental foi morto por um tiro de tocaia em frente a sua casa. Após o ocorrido, Chico teria sua foto estampada nas principais publicações nacionais e estrangeiras. Era a morte do homem, e o surgimento do mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engana-se contudo quem pensa que Ventura limita-se a estereotipar Chico como um mártir. Pelo contrário, alternando a vida sindical com a vida pessoal do ambientalista, com todos os defeitos e qualidades inerentes de cada uma, o livro prescinde da visão idealista do herói e assume uma verve mais humanista e realista de Chico Mendes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro de 1987, Chico conseguiu que uma comissão da ONU viesse ao Acre observar a luta dos seringueiros contra o desmatamento da floresta amazônica pelos fazendeiros. Teve a valentia de se opor ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) nos EUA, que financiava uma estrada desmatava a região, e conseguiu que o mesmo parasse de repassar verbas para a construção do corredor. Cada vez mais a luta do ambientalista ia contra os interesses dos grandes fazendeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas divergências resultaram no assassinato do líder, planejado por Darly Alves da Silva e executado por Darci Alves Pereira. Mais uma vez, Ventura tem a sensibilidade de dar voz àqueles que mataram de forma pusilânime Mendes e deixa a cargo da lei a tarefas de julgar a conduta da dupla, que acabou condenada a 19 anos de cadeia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para apurar as conseqüências da morte de Chico Mendes na região, Ventura voltou à Xapuri 15 anos após o ocorrido. Estradas asfaltadas, seringueiros ocupando cargos públicos e a criação de áreas de preservação ambiental com assentamentos extrativistas foram apenas alguns dos avanços obtidos. A Fundação Chico Mendes, erguida à frente da casa na qual o seringueiro foi morto, tinha em seu livro de visitas assinaturas de visitantes do mundo todo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;No final da obra, Ventura diz ter a impressão de que a influência de Mendes na região não seria tão forte caso o mesmo continuasse vivo. Talvez sim, talvez não. A julgar pelo que foi feito desde a sua morte, a única certeza iniludível é a de que a prematura morte não serviu para criar a imagem do herói, mas sim consolidá-la e dar início à colheita dos frutos que um dos maiores líderes do país plantou durante a sua heróica luta a favor da natureza.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-6620954356787560567?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/6620954356787560567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=6620954356787560567' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/6620954356787560567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/6620954356787560567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2009/11/para-sempre-chico-mendes.html' title='Para sempre Chico Mendes'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-1218532028809597182</id><published>2009-11-10T05:23:00.000-08:00</published><updated>2011-07-14T15:07:48.629-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Um dia de Fúria</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SvlqvMnHEcI/AAAAAAAAAGo/5qGYAXbhR74/s1600-h/um-dia-de-furia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5402466587079283138" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 141px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SvlqvMnHEcI/AAAAAAAAAGo/5qGYAXbhR74/s200/um-dia-de-furia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Início dos anos 90. Com a queda do Muro de Berlin, o sistema comunista engendrado pela URSS e seus países subordinados do leste europeu estava totalmente superado. Resignado à soberania norte-americana, o mundo estava preparado para desfrutar da prosperidade econômica resultante do neoliberalismo e da globalização. Entretanto, nesse turbulento recomeço, as conseqüências e contradições de um sistema baseado na livre concorrência e na máxima exploração do lucro nunca foram tão evidentes.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Um Dia de Fúria (Falling Down), filme estadunidense de 1933, retrata com fidelidade o panorama social e econômico dos EUA em meio à crise de desemprego, recorrente da diminuição dos postos de trabalho advindo da ascensão da informática e das tecnologias eletrônicas no período. Dirigido por &lt;a title="Joel Schumacher" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Joel_Schumacher" target="_blank"&gt;Joel Schumacher&lt;/a&gt;, a trama traz a história de William Foster (Michael Douglas), pai de família desempregado que, estressado com a vida caótica da cidade de Los Angeles, abandona o seu carro no meio da avenida e resolve ir para a casa de sua ex-mulher (&lt;a title="Barbara Hershey" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Barbara_Hershey" target="_blank"&gt;Barbara Hershey&lt;/a&gt;), onde pretende festejar a festa de aniversário de sua filha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; No caminho, contudo, ele entra em contato com o grande mosaico social que é a sociedade norte-americana (imigrantes asiáticos e latinos, guetos e até um neo-nazista), o que, obviamente, serve para agravar ainda mais a sua cólera e violência. Paralelamente, a obra acompanha o último dia de trabalho de um membro do Departamento de Policia de Los Angeles, que aos poucos vai assumindo a investigação dos crimes cometidos por Foster, até chegar à catarse final, na qual o encontro entre os dois resulta na morte do anti-herói, que traído por sua arma de brinquedo, é morto pelo policial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Ao fim do filme, o expectador tem a impressão de que tudo poderia ser diferente, e que a morte do protagonista, além de gratuita, poderia deveras de sido evitada caso a sua conduta não fosse tão extremista e unilateral.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As origens da Fúria: Uma visão de Luttwak&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; Schumacher não foi o único que retratou com eficiência os prejuízos do desemprego em massa nos EUA dos anos 90. Edward Nicolae Luttwak, estrategista militar e historiador norte-americano, expõe com palavras aquilo que Falling Down ilustra com imagens em Por que o fascismo é a onda do futuro? (London Review of Books, 1994).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; O livro mostra aborda as mudanças pelas quais os postos de trabalho nos EUA estavam passando à época, assim como o conseqüente prejuízo que elas causaram na vida pessoal e familiar das pessoas. O crescente desemprego entre os “colarinhos brancos”, chamado eufemisticamente de “reengenharia da empresa”, é tratado como uma conseqüência inevitável da informatização da comunicação e da automatização dos sistemas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Segundo Luttwak, essa mesma tecnologia que substitui o trabalho humano pelo da máquina nos escritórios e reflete uma grande mudança estrutural que favorece a prosperidade Global, deixa em segundo plano as necessidades dos indivíduos, famílias e comunidade. A conseqüência é a diminuição dos salários médios por hora e a submissão cada vez maior dos funcionários a qualquer tipo de trabalho oferecido pelos empregadores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Michael Douglas personifica esses funcionários que, de acordo com Luttwak, “ainda vestem seus ternos engomados para ir a almoços de ‘negócios’ com o artigo genuíno ou para visitar agências de emprego”. A fúria em relação ao asiático que ocupa um posto de trabalho norte-americano, mas mal sabe falar inglês fluentemente, é tão grande quanto a ira direcionada às gangues de negros que pretendem criar barreiras sociais invisíveis na cidade já congestionada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; O inconformismo em relação à propaganda enganosa que visa somente ao consumismo desenfreado, acompanha a revolta em se deparar com pedreiros que executam um trabalho totalmente inútil apenas para se manterem empregados. Assim como menciona Luttwak, eles são vítimas de uma “insegurança econômica pessoal completamente inédita na classe trabalhadora”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; De acordo com Luttwak, nesse cenário de capitalismo voraz, seria naturalmente possível a ascensão de um partido fascista “melhorado”, que defenderia maiores garantias trabalhistas à população e protegeria a nação das (in) justiças da globalização. Quinze anos se passaram, e o governo norte-americano estabilizou-se sem prescindir da previsível dupla republicana/ democrática. Parece que essa possibilidade, metaforizada no colete neo-nazista que Foster veste ao fim do filme, extinguiu-se com a morte do protagonista. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-1218532028809597182?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/1218532028809597182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=1218532028809597182' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/1218532028809597182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/1218532028809597182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2009/11/um-dia-de-furia.html' title='Um dia de Fúria'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SvlqvMnHEcI/AAAAAAAAAGo/5qGYAXbhR74/s72-c/um-dia-de-furia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-3470732809083775546</id><published>2009-10-20T11:16:00.000-07:00</published><updated>2010-05-11T06:53:10.529-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='games'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='top 10'/><title type='text'>Como passar o carro sem culpa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Roubar veículos, atropelar velhinhas e sair pelas ruas apavorando geral pelo simples prazer do caos total é um fenômeno virtual relativamente recente. Voltemos um pouco, mais exatamente para o fim dos anos 80 e início da década de 90. Por trás de uma aparente apologia da pancadaria gratuita, o estilo &lt;em&gt;beat-em-up&lt;/em&gt; surgia nos games enaltecendo valores como amizade, altruísmo e cumplicidade. Quem não se lembra daquelas jornadas emocionantes nas quais um ou dois jogadores se uniam para vencer os inimigos e alcançar o objetivo em comum, que na maioria das vezes era salvar a vida de alguém? A seguir, os 10 melhores do gênero. Viel spaβ.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;Streets of Rage&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Mega Drive e Master System) &lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4AgZ_FnKI/AAAAAAAAAD4/c3dE8fr3eIU/s1600-h/streets+of+rage.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394749960367742114" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4AgZ_FnKI/AAAAAAAAAD4/c3dE8fr3eIU/s200/streets+of+rage.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Clássico dos clássicos, influenciou gerações após gerações. Na pele de ex-policiais rejeitados que resolveram combater o crime organizado sozinhos, o jogador tinha uma vasta gama de acessórios: facas, garrafas vazias, barras de ferro, tacos de beisebol, espadas ou o a primeira coisa que aparecesse no caminho para varrer a baderna do lugar.&lt;br /&gt;Na primeira versão do game, era possível contar com uma ajudinha da viatura policia quando a situação estava preta. O realismo do jogo era notável pela diversidade de cenários e oponentes, que iam desde punks e ninjas a mulheres de chicote e espartilho. O game inovou por trazer a barra de energia restante dos inimigos e por reproduzir os sons dos golpes desferidos pelos jogadores.&lt;br /&gt;Conduzido magistralmente pela &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=BE_1M8CiINM"&gt;trilha sonora&lt;/a&gt; do japonês Yuzo Koshiro, o jogo tinha em sua jogabilidade o pont mais alto, com diversas possibilidades de golpes e combos. Os heróis variavam de acordo com a seqüência. Na primeira versão, Axel, Blaze e Adam são os responsáveis por controlar a anarquia generalizada. Depois o skatista Sammy, o brutamontes Max e o andróide Zam foram incluídos na história. Vez ou outra, era preciso ficar atento aos vagabundo que, dormindo no banco da praça, acordavam subitamente para tentar de matar. Game sangue nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;2.&lt;/span&gt; Golden Axe&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Mega Drive, Master System e Arcade)&lt;/span&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4A7jCtIMI/AAAAAAAAAEA/6P_95DhMym8/s1600-h/golden+axe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394750426655301826" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4A7jCtIMI/AAAAAAAAAEA/6P_95DhMym8/s200/golden+axe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Golden Axe teve várias versões, mas foi a pioneira que se tornou um épico entre os fãs da série. A história trazia o trio Ax-Battler, o bárbaro, Gilius Thunderhead, o anão, e Tyris-Flare, a amazona, que uniu-se para combater a tirania de Death Adder, vilão que seqüestrou o rei e a princesa, e resgatar o lendário Machado de Ouro, que confere poderes ilimitados ao seu possuidor.&lt;br /&gt;Machado, espada, escudo e porrete eram as únicas armas do jogo. A jogabilidade era básica, restringindo-se aos movimentos bater, correr e pular, mas também era possível montar em animais quando os oponetes apelavam para a força dos bichos. A atmosfera envolvente do jogo trazia um belo cenário medieval, composto de vilarejos camponeses e castelos. As animações produzidas pelos golpes com magia, assim como a trilha sonora, eram um espatáculo à parte.&lt;br /&gt;Além de reproduzir o último suspiro de agonia dos adversários derrotados, o game trouxe músicas que se tornaram clássicas, como a “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=p7WBwnGetnY"&gt;Turtle Village&lt;/a&gt;” e a contagiante “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=umesvao4rnY"&gt;Path Of Fiend&lt;/a&gt;”. Em meio ao clima pesado, o jogo conseguia trazer certo humor até nas situações mais inóspitas, como quando os duendes apareciam com seus saquinhos de magia no meio da aventura. Para alguns, era divertido chutá-los no traseiro, mas para muitos, irritante. No final do jogo, após rei e rainha serem libertados, o desfecho jocoso dos personagens jogando vôlei com os créditos rendia uma satisfação extra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;Altered Beast&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Mega Drive)&lt;/span&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4BTivf7HI/AAAAAAAAAEI/u8LmMIty5p4/s1600-h/altered+beast.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394750838891605106" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4BTivf7HI/AAAAAAAAAEI/u8LmMIty5p4/s200/altered+beast.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com uma atmosfera macabra e inspirado na mitologia grega, o jogo era daqueles que causava medo nos jogadores. O objetivo era resgatar &lt;a title="Perséfone" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pers%C3%A9fone"&gt;Perséfone&lt;/a&gt;, filha de Zeus, que fora raptada por Hades e estava presa no submundo. Para isso, os jogadores iam de se bombando com esferas voadoras até se tornar uma besta, estágio final das metamorfoses.&lt;br /&gt;Dependendo da fase, a transformação poderia ser em lobo, dragão, urso ou tigre e, no final de cada etapa, os poderes conquistados eram tirados do guerreiro, que voltava ao estágio raquitico inicial. O cenário, sombrio e repleto de criaturas agonizantes, lembrava muito o Mundo dos Mortos, local onde o &lt;a title="Dragon Shiryu" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dragon_Shiryu"&gt;Shiryu&lt;/a&gt; incrivelmente recuperou sua visão após receber o golpe “Ondas do Inferno” do Cavaleiro de Cancer.&lt;br /&gt;Unicórnios, bestas , ogros, rinocerontes, cabras boxeadoras e criaturas diabólicas eram os principais adversários, com destaque para o Tio Chico, que vestindo uma manta roxa, aparecia de vez em quando no caminho e impedia a passagem dos heróis com uns choquinhos que não causavam dano algum.&lt;br /&gt;No final, o derrotado chefão virava uma pomba azul antes de se transformar na deusa raptada e agora salva. Clássico dos anos 90, o game ganhou uma versão atualizada para Playstation 2. Realismo fantástico travestido de entretenimento infanto-juvenil. Imperdível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;4.&lt;/span&gt; Tartarugas Ninja 4 - Turtles In Time&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Mega Drive, Super Nintendo)&lt;/span&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4CKz5ADfI/AAAAAAAAAEQ/QuX5M1GwDW8/s1600-h/teenage-mutant-ninja-turtles-iv-turtles-in-time.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394751788387667442" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4CKz5ADfI/AAAAAAAAAEQ/QuX5M1GwDW8/s200/teenage-mutant-ninja-turtles-iv-turtles-in-time.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi no final dos anos 80 que Leonardo, Michelângelo, Donatello e Raphael apareceram e logo se tornaram uma febre. A série televisiva trazia a história de quatro tartarugas normais que, ao ser atingidas por um liquido radioativo, desenvolveram características humanas e passaram a lutar contra o crime e os bandidos da cidade de Nova Iorque. Treinadas pelo sábio rato Splinter, viviam nos bueiros da cidade e adoravam um bom pedaço de pizza de mussarela.&lt;br /&gt;O sucesso imediato levou o desenho animado ao cinema em 1990 e, um ano depois, a esta versão clássica para o árcade e para os consoles caseiros. O game trazia os mesmos personagens da série, cada um com as respectivas características, movimentos, o que dava mais fidelidade no jogo.&lt;br /&gt;Os cenários e oponentes vinham da série, assim como as habilidades e armas de cada tartaruga. O game trazia a possibilidade de jogar os adversários contra a tela e, ao final das fases, a dupla vibrava com um pulinho e o grito Cowabunga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;5.&lt;/span&gt; Double Dragon&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Super Nintendo, Master System, Mega Drive, Game boy)&lt;/span&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4CerhQT6I/AAAAAAAAAEg/Tz6aC-2Bc7A/s1600-h/double+dragon.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394752129737969570" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 186px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4CerhQT6I/AAAAAAAAAEg/Tz6aC-2Bc7A/s200/double+dragon.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Considerado o precursor dos jogos &lt;a title="Beat-em-up" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Beat-em-up"&gt;beat-em-up&lt;/a&gt;, iniciados no fim dos anos 80, o jogo é um paradigma para os jogos de ação até hoje. A despeito da jogabilidade e dos gráficos serem limitados, brigar contra as gangues da cidade na pele dos irmãos Billy e Jimmy Lee rendia bons momentos de diversão.&lt;br /&gt;Além dos golpes triviais, era possível armar-se com facas, tacos de beisebol e até chicotes, além da possibilidade de usar objetos encontrados no meio da aventura contra os oponentes. Destaque para as dinamites, altamente eficientes, e as caixas de papelão, inexplicavelmente presentes.&lt;br /&gt;Devido ao sucesso dos games, a franquia ganhou uma bem-humorada adaptação cinematográfica para os fãs, em 1994. Nela, os irmãos Lee têm de defender o medalhão do Dragão, que confere poder ilimitado ao seu possuidor e cuja metade caiu nas mãos do líder da maior facção criminosa da cidade. Destaque para o “Bo a Bobo”, adversário casca dura no jogo, mas que no filme não passa de uma &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=ys3DbxKQNiI"&gt;aberração simpática e bem humorada&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;6.&lt;/span&gt; Power Rangers - O filme&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Super Nintendo, Mega Drive) &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4QP5L2MiI/AAAAAAAAAFI/50vXL94KQqM/s1600-h/PowerRangerMov.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394767268871025186" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4QP5L2MiI/AAAAAAAAAFI/50vXL94KQqM/s200/PowerRangerMov.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Inspirado na versão cinematográfica da série televisiva, este jogo traz os rangers Jason, Zack, Billy, Trini, Kimberly e Tommy no auge de sua forma e sucesso. Os adversários também derivam dos episódios, como os onipresentes soldados de massa, que no game aparecem em diversas colorações, como roxo e amarelo.&lt;br /&gt;Logicamente, o ponto alto do jogo é a morfagem, realizada quando o jogador acumula energia suficiente para encher a sua barra de poder. Depois disso, o personagem aumenta bastante a sua força e é capaz de dar golpes especiais que produzem belos efeitos visuais.&lt;br /&gt;Para preservar a individualidade dos rangers, cada um deles tem movimentos de luta e golpes especiais diferentes. Aos que gostavam da série e assistiram ao filme, o jogo não decepciona. Para os aficionado por jogos do gênero, uma boa surpresa. Se você é ambos, o game é essencial.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;7.&lt;/span&gt; Battletoads&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(NES, SNES e Mega Drive)&lt;/span&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4D2jkz8eI/AAAAAAAAAEo/2NstosnUecw/s1600-h/Battletoads_(2).gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394753639433892322" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4D2jkz8eI/AAAAAAAAAEo/2NstosnUecw/s200/Battletoads_(2).gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Com a ajuda de um abutre e sua nave espacial, dois sapos mutantes precisam salvar seu irmão e uma princesa das garras da malvada Dark Queen, a rainha das trevas. Achou meio infantil? Espere para entrar na pele de um dos anfíbios e sua opinião jamais será a mesma. Principalmente na versão para nintendinho, o game foi mundialmente conhecido pela sua dificuldade para zerar.&lt;br /&gt;Os desafios apareciam em diversas formas e obstáculos, seja desviando de obstáculos sobre uma prancha voadora ou escalando paredes em meio a ataques de urubus. A impossibilidade de salvar a partida, o baixo número de vidas (no máximo três) e a possibilidade de bater no parceiro de equipe, mesmo que sem querer – coisa muito fácil quando a pancadaria rolava solta, tornavam o jogo difícil até àqueles cujas mãos há muito já estavam calejadas.&lt;br /&gt;Detalhe para as expressões estilizadas dos sapos, desde a cara de espanto ao avistar inimigos maiores à hipertrofia de pernas e braços ao desferir o último golpe nos oponente, ao melhor estilo mão gigante do David Growl, no clipe da música &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4H0BMfqFP9c"&gt;Everlong&lt;/a&gt;, do Foo Fighters.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;8.&lt;/span&gt; The Revenge of Shinobi&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Mega Drive)&lt;/span&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4D_UCBdgI/AAAAAAAAAEw/Z4y2T-YnRbY/s1600-h/Revenge_Of_Shinobi_GEN_ScreenShot4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394753789880268290" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 175px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4D_UCBdgI/AAAAAAAAAEw/Z4y2T-YnRbY/s200/Revenge_Of_Shinobi_GEN_ScreenShot4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A série começou em 1987, mas foi dois anos depois, em 1989, que ela atingiria o seu maior sucesso com o clássico “Revenge of Shinobi”. A história, como o próprio nome suscita, baseia-se na vingança do ninja Joe Musashi, que após um árduo treinamento que iniciara na infância conseguiu se tornar um Shinobi, contra a organização criminosa Neo Zeed, que assassinara o seu mestre e sequestrara a bela Naoko.&lt;br /&gt;O jogador podia atirar shurikens, usar a espada e dar saltos duplos para combater os inimigos, em sua maioria ninjas, soldados e cachorros (!). Além disso, o jogador dispunha de 4 poderes ninjas (escudo, destruição, velocidade e suicídio).&lt;br /&gt;Destaque para a trilha sonora de Yuzo Koshiro, que também desenvolveu as músicas da série Street of Rage, e aos cenários que variavam de templos antigos com construções de bambu a avenidas urbanas movimentadas dignas de megalópoles.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;9.&lt;/span&gt; Final Fight&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Arcade, SNES)&lt;/span&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4GdXjklkI/AAAAAAAAAE4/EfBhOIhwYgM/s1600-h/final+fight.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394756505245619778" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 149px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4GdXjklkI/AAAAAAAAAE4/EfBhOIhwYgM/s200/final+fight.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Esse jogo assemelha-se bastante ao clássico Street of Rage em relação à temática e aos cenários. Ambientada em Metro City, município fictício dos EUA, a trama do jogo gira em torno do seqüestro da filha do recém eleito prefeito da cidade ,Haggar, que tentara resgatá-la com as próprias mãos.&lt;br /&gt;Para isso, conta com a ajuda dos lutadores Cody e Guy. Misturando as características dos lutadores, ele introduziu a combinação de lutadores fortes, porém lentos (como era o caso do Haggar); rápidos, porém fracos (Guy) e aqueles que conseguem equilibrar força e velocidade em uma boa proporção (Cody).&lt;br /&gt;O jogo trazia uma boa variação de inimigos, como lutadores de rua, de luta livre, aqueles gordões que dão sempre um trabalho e as minas, que são sempre bem rápidas. Era possível usar facas, espadas ou qualquer coisa que aparecesse no caminho. Aproveite, pois somente aqui você terá a oportunidade de ver um político combater a violência urbana com próprias mãos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;10.&lt;/span&gt; Ninja Gaiden 2&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(NES) &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4GtvUjJMI/AAAAAAAAAFA/eOCPD1TL8yo/s1600-h/ninja_gaiden.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394756786502968514" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4GtvUjJMI/AAAAAAAAAFA/eOCPD1TL8yo/s200/ninja_gaiden.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Não, não estamos nos referindo à nova versão do game que estreou recentemente para Xbox 360, mas sim do clássico originário de 8 bits, lançado para o nintendinho, em 1990.&lt;br /&gt;Como ocorre na série Shinobi, a restrição de jogar com apenas um jogador não é empecilho à diversão proporcionada pelo jogo. Na pele do ninja Ryu Hayabusa, que deve lutar contra os “o lado negro da força” que pretende dominar o mundo, o jogador enfrentava os mais diversos tipos de inimigos, desde ninjas e samurais até gaviões e quadrúpedes peçonhentos.&lt;br /&gt;Com detalhes gráficos muito bem produzidos, o game inovava ao introduzir seqüencias cinematográficas entre algumas fases, além de trazer shurikens que retornavam à mão do jogador, no melhor estilo bumerangue.&lt;br /&gt;A jogabilidade permitia combinar golpes, escalar paredes e dar rodopiar ao pular. O sucesso foi tão grande que o jogo se tornou um clássico à altura de lendas como Prince of Persia, e ganhou uma bela versão nos consoles de última geração. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-3470732809083775546?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/3470732809083775546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=3470732809083775546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/3470732809083775546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/3470732809083775546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2009/10/passando-o-carro-sem-culpa.html' title='Como passar o carro sem culpa'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/St4AgZ_FnKI/AAAAAAAAAD4/c3dE8fr3eIU/s72-c/streets+of+rage.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-595477403545525263</id><published>2009-09-13T06:13:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:10:01.486-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Clube dos Cinco</title><content type='html'>Sábado, 12 de setembro de 2009&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje passei o dia trabalhando. E não foi pouco: 12 horas. O sol brilhava lá fora, e a vontade de aproveitar o lindo dia era automaticamente repelida por minha razão, que mandava-me - como sempre - colocar o dever acima da diversão. Luzes apagadas e mesas organizadas. A editora está vazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebro o silêncio reinante com meus passos solitários, ligo o computador e, junto dele, coloco a minha cabeça pra funcionar. O dia seria longo. Tento na obrigação encontrar diversão. Consigo. Me animo. Estou com sorte: a tradução está fácil, as palavras não me são desconhecidas. A memória ajuda, a determinação também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábados costumam ser bem atípicos: os meus, os teus, os nossos. John Hughes sabia disso. O ano é 1985. Na esteira dos blockbusters adolescentes da década de 80, Clube dos Cinco (&lt;em&gt;The Breakfast Club&lt;/em&gt;) destacava-se ao fugir da ululante euforia hedonista da juventude e mergulhar no universo complexo das relações interpessoais e do auto-conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme narra o encontro de cinco estudantes aparentemente diferentes que, por motivos distintos, são obrigados a passar o sábado enfurnados na sala do colégio cumprindo suspensão, com o dever de escrever uma redação sobre eles mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preconceitos quebrados, os estereótipos vão caindo um a um, e o grupo percebe que sob as máscaras sociais há muito mais semelhanças do que eles imaginam. São estranhos, mas, uma vez desarmados, compartilham dramas pessoais que ajudam a criar uma rápida e inopinada amizade. Nada de muito elaborado. Apenas a fuga da banalidade. A trivialidade que comanda a maioria das relações interpessoais manipuladas por interesses ou imposições, as quais eles percebem ser tão frágeis e superficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hughes &lt;a href="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1257567-7086,00-DIRETOR+JOHN+HUGHES+MORRE+AOS+ANOS.html"&gt;faleceu&lt;/a&gt; de infarto no mês passado, em Nova York, sem circos midiáticos nem sensacionalismo gratuito. Nem precisava ser diferente. Assim como a canção &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=nAdaQhitdKg"&gt;Don´t you forget about me&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, que foi tema de &lt;em&gt;Breakfast Club&lt;/em&gt; e colocou o quinteto escocês Simple Minds nos holofotes do cenário musical à época, com certeza não me esquecerei deste sábado. Antológico, inesquecível, especial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-595477403545525263?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/595477403545525263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=595477403545525263' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/595477403545525263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/595477403545525263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2009/09/clube-dos-cinco.html' title='Clube dos Cinco'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-2976274085136372045</id><published>2009-08-28T10:08:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:10:33.588-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Hiroshima - John Hersey</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SpgSUtQu82I/AAAAAAAAADI/jOsGlKZRmd8/s1600-h/hiroshima.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375066302223151970" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 171px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SpgSUtQu82I/AAAAAAAAADI/jOsGlKZRmd8/s200/hiroshima.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Quando foi lançado em forma de artigo na revista &lt;em&gt;The New Yorker&lt;/em&gt;, em 1946, “Hiroshima” obteve uma grande repercussão por abordar com extremo realismo e sensibilidade os impactos e conseqüências que a bomba nuclear americana, jogada um ano antes na cidade japonesa, causara na vida de seis de seus habitantes. Depois, em 1985, a reportagem ganharia um suplemento abordando os quarenta anos posteriores dos sobreviventes e, assim, originar-se-ia daí uma dos melhores livros reportagem do século XX: &lt;em&gt;Hiroshima&lt;/em&gt;, de John Hersey. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Dividida em cinco capítulos, a obra relata, por meio de narrativas paralelas e cronológicas, a trajetória de seis indivíduos que sobreviveram ao atentado nuclear, abordando suas reações iniciais à bomba, o desespero para sobreviver e ajudar os mais necessitados, as previsíveis seqüelas, e as conseqüências em suas vidas após quarenta anos da tragédia. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Como repórter, Hersey optou por afastar-se da esfera política e aproximar-se da humana. Ao invés de cair no jogo retórico das discussões políticas, ele relata as conseqüências da bomba na vida de pessoas comuns, independente de suas posições políticas. Assim, o autor cria uma atmosfera de identificação do leitor com as vitimas, pois as mesmas não são pessoas públicas ou personalidades, mas sim indivíduos “normais”, que na trivialidade do dia-a-dia foram surpreendidos por um dos maiores incidentes do século. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Hersey entrevistou muito mais que meia dúzia de sobreviventes, mas escolheu apenas os seis cujos relatos foram os mais instigantes e surpreendentes para compor a obra. Assim, dois médicos; um padre estrangeiro; um reverendo; uma mãe de família viúva e um jovem em inicio de carreira incorporam as diferentes conseqüências negativas que a bomba causou na população de Hiroshima. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A personagem Nakamura, por exemplo, a despeito de ser mãe de três filhos, não recebeu ajuda do governo por mais de uma década e ainda sofreu preconceitos para arrumar emprego por ser uma sobrevivente que poderia apresentar doenças estranhas à época. Preconceito parecido sofreu Toshiko Sasaki, que teve seu casamento desmarcado pela família do noivo devido a sua posição de sobrevivente. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao relatar a história de dois médicos, Hersey mostra que a morte de milhares de pessoas poderia ter sido evitada, caso os poucos médicos que sobreviveram ao impacto da bomba não tivessem com seus equipamentos danificados e escritórios destruídos, mostrando a total falta de bom senso e responsabilidade das forças armadas norte-americanas em optar por jogar o artefato nuclear no perímetro urbano da cidade. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao retratar as seqüelas patológicas, psicológicas e sociais de seis pessoas comuns, e mostrando como pano de fundo um país devastado, com aproximadamente cem mil mortos pela bomba e sua população faminta, Hersey mostra que os danos causados pela bomba não foram apenas um prejuízo passageiro, mas sim um ônus que os sobreviventes tiveram que carregar por muito tempo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por outro lado, Hersey desvia o enfoque sobre os relatos dos sobreviventes em algumas partes da obra para citar acontecimentos que estavam ocorrendo na mesma época, como a corrida armamentista do pós-guerra. Dessa forma, o autor expõe a contradição que ocorria: enquanto as vitimas de Hiroshima tentavam recolher os cacos de sua vida destruída pela bomba, as potências mundiais continuavam a desenvolver os seus arsenais nucleares. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;No final do capitulo quatro, a ingenuidade da criança relatando a sua experiência com a bomba, e as conseqüentes mortes que presenciou, mostra a critica do autor à ação norte-americana como algo que poderia ter sido evitado e que causou um dano imensurável e irreparável. “Sua memória, como a do mundo, começava a falhar”. A última frase do livro, referente a um dos sobreviventes, revela que a maioria deles conseguiu superar a tragédia e até ter vidas bem-sucedidas. Não obstante, o autor deixa explicita que a catástrofe, conquanto superada pelas principais vítimas, não pode ser esquecida e relegada a um ponto nebuloso na memória das pessoas. &lt;/p&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SpgSc6dhlJI/AAAAAAAAADQ/vGf3BEgpGTo/s1600-h/nanami.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375066443205416082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 122px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SpgSc6dhlJI/AAAAAAAAADQ/vGf3BEgpGTo/s200/nanami.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Texto dedicado a Nanami Sato, &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;talentosa professora de Língua &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Portuguesa da Faculdade &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cásper Líbero com quem &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;eu &lt;/em&gt;&lt;em&gt;tive &lt;/em&gt;&lt;em&gt;o prazer de conviver &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;e aprender por dois anos&lt;/em&gt;&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SpgSc6dhlJI/AAAAAAAAADQ/vGf3BEgpGTo/s1600-h/nanami.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SpgSc6dhlJI/AAAAAAAAADQ/vGf3BEgpGTo/s1600-h/nanami.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-2976274085136372045?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/2976274085136372045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=2976274085136372045' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/2976274085136372045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/2976274085136372045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2009/08/hiroshima-john-hersey.html' title='Hiroshima - John Hersey'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SpgSUtQu82I/AAAAAAAAADI/jOsGlKZRmd8/s72-c/hiroshima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-7594771103967691420</id><published>2009-08-23T17:20:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:11:07.619-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>A Consciência de Francis</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SpHncRAWXRI/AAAAAAAAADA/ykFvBsagnHE/s1600-h/francis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373330303216934162" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 274px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SpHncRAWXRI/AAAAAAAAADA/ykFvBsagnHE/s320/francis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Aron Schmitz era um escritor italiano relegado ao opróbrio do anonimato até publicar, sob o pseudônimo de Ítalo Svevo, &lt;em&gt;A Consciência de Zeno&lt;/em&gt;, história na qual as memórias do protagonista – que abordam do vício pela nicotina ao amor reprimido pela cunhada - são perscrutadas postumamente por seu analista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Francis, diferentemente de Zeno, não relegou seus pensamentos aos olhos cansados de um psicólogo. Porém, assim como Zeno, encontrava no papel a válvula de escape para as suas reflexões, indagações e confissões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é conhecida: jornalista, colunista e crítico em geral, Francis é considerado por muitos como um dos maiores intelectuais do século passado. Apesar de ter escrito três livros de ficção, duas memórias e seis coletâneas – todos um fracasso de crítica, à exceção de &lt;em&gt;O Afeto que se Encerra&lt;/em&gt;, que a despeito da narrativa confusa e das citações aleatórias e pernósticas, adquire certa relevância por seu caráter revelador da formação psicológica do autor -; Francis será mais lembrado por sua conduta polêmica, agressiva e mordaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais características são muito bem exploradas em &lt;em&gt;Waal – O Dicionário da Corte de Paulo Francis&lt;/em&gt;, antologia de epígrafes publicadas pelo autor nos Jornais &lt;em&gt;Folha de S. Paulo&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;O Estado de S. Paulo&lt;/em&gt;, onde o mesmo trabalhou a partir de 1977.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organizada pelo jornalista Daniel Piza, o livro é esquematizado de forma semelhante ao recém lançado &lt;a href="http://veja.abril.com.br/190809/lula-como-nunca-antes-p-128.shtml"&gt;Dicionário Lula&lt;/a&gt; , ou seja, traz em ordem alfabética as opiniões e análises de Francis sobre os mais variados temas e assuntos, do aborto à melodia de Wagner, compositor teutônico de quem Francis tanto se orgulha em citar. A seguir, algumas das frases antológicas (e polêmicas) da obra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Não posso acreditar que quem goste de rock seja animal vertebrado.&lt;/em&gt; (OESP, 17/3/91)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;O nacionalismo é uma forma de anti-humanismo. Exclui pessoas que falam outras línguas e que tem costumes diferentes dos nossos.&lt;/em&gt; (FSP, 23/9/80).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Sou assim. Apátrida, Apatriótico. No país em que vivo me adapto. Considero o nacionalismo, em última análise, uma das principais causas de nossas desgraças. Se somos nacionalistas, temos de fazer o mal ao próximo, em defesa do que julgamos nosso.&lt;/em&gt; (FSP, 22/12/79)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Jorge Luis Borges é um imitador muito do mixuruca de Kafka.&lt;/em&gt; (FSP, 18/8/84)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Acho hiperxangai pagar mais de 30 mil por um carro.&lt;/em&gt; (FSP, 28/6/90)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- A carta sempre foi o mais sofisticado meio de comunicação dos seres humanos.&lt;/em&gt; (FSP, 3/5/90)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- A descoberta do clarinete por Mozart foi uma contribuição cultural maior do que a que a África toda nos deu.&lt;/em&gt; (FSP, 24/5/90)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Americanos tem aquela timidez extrovertida típica de pessoas que não se conhecem bem.&lt;/em&gt; (FSP, 31/5/90)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Janto no Sparks, a mais famosa casa de carnes de Nova York. Muitas mesas só com homens, fazendo um barulho dos diabos. É o excesso de energia dos americanos. Tem de despejar de alguma forma. É por isso, em última análise, que vão à guerra e tanta gente se mata aqui. Excesso de energia.&lt;/em&gt; (OESP, 3/2/91)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- O automóvel é a invenção mais letal da nossa civilização.&lt;/em&gt; (OESP, 4/4/91)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultas. Critico-as. É tão incomum isso em nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como Flaubert, acredito que se pode avaliar um homem pelo número de inimigos que faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A glória da imprensa foi feita por pessoas de opiniões fortes e inconformistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Polanski é chato pensando que é um grande sacana. Cortinas pra ele.&lt;/em&gt; (OESP, 31/3/94)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Acho que a tendência do intelectual é ser de direita. Ele é por definição um elitista.&lt;/em&gt; (FSP, 1/8/79)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- O dia em que o pessoal de bordo num avião brasileiro chamar o avião de avião em vez de “aeronave”, jorrará petróleo em todas as calçadas do Brasil, serão descobertas minas de ouro em todo o território nacional e nossa dívida de bilhões de dólares será perdoada por intervenção divina.&lt;/em&gt; (FSP, 27/12/76)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Mulheres também têm participação mínima na história. Não quero dizer que não tenha havido grandes mulheres, de Cleópatra a Greta Garbo. Mas sua participação é mínima pelo simples motivo de que a história da humanidade até a segunda metade do século é, como notou Winston Churchill, a guerra.&lt;/em&gt; (FSP, 26/4/90)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Qualquer pessoa inteligente é contraditória, só gente burra que não se toca disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não se envelhece com quem foi jovem conosco. Toda geração tem um código.&lt;/em&gt; (FSP, 23/4/89)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Eu sou o que se chama um “radical orfão”. Não acredito em nada, nem em socialismo nem em capitalismo. Procuro ser um bom jornalista, cumprir meu dever, ganhar a vida. É um triste destino para quem achava que podia fazer tanto para o seu país. Já que não posso, a única maneira tolerável que encontrei de viver é no estrangeiro.&lt;/em&gt; (FSP, 6/1/79)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- O que gosto nos ingleses é que preferem jornalismo ou literatura popular a se enfurnarem na academia.&lt;/em&gt; (FSP, 29/3/90)&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Leio mais de cem livros por ano. Não digo que termine todos. Ao contrário, termino raros. E pulo passagens que não me interessam em quase todos.&lt;/em&gt; (FSP, 7/1/84)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Isto e difícil de se entender no Brasil. Ou se é 100% a favor de alguém ou alguma coisa, ou se é 100% contra. É um problema de subdesenvolvimento.&lt;/em&gt; (FSP, 16/7/88)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Bebi muitos anos. Para ficar bêbado. Não posso imaginar outra razão. O bebedor social é coisa de pequeno burguês.&lt;/em&gt; (OESP, 27/1/91)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Eu acho o esporte uma das coisas mais chatas que o homem já inventou. Se o brasileiro se interessasse um décimo por política, do que se interessa por futebol, nós seríamos um país bem diferente e melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em matéria de aparência, as coisas aqui (Nova York) estão sempre melhores. As aparências enganam, se me permitem cunhar uma frase original.&lt;/em&gt; (FSP, 15/1/83)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- A televisão é a força mais subversiva da nossa sociedade, ainda que inconscientemente. Como há uma enorme propaganda da que somos todos iguais, a realidade provoca ressentimento crescente nos que não têm o que querem.&lt;/em&gt; (FSP, 18/1/90)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- A melhor propaganda anticomunista é deixar os comunistas falarem.&lt;/em&gt; (FSP, 6/7/79)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Cuba é um deserto intelectual. Ninguém pode sair. Nada se pode discutir.&lt;/em&gt; (FSP, 6/4/89)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Friozinho estimula o cérebro. Esta história de que “cientificamente” clima não influi no desenvolvimento dos países deve ser papo furado. Não há país permanentemente quente que tenha progredido.&lt;/em&gt; (FSP, 2/2/89)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Hitler era ecumênico, um verdadeiro filho do cristianismo.&lt;/em&gt; (FSP, 6/3/82)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francis teve um infância conturbada, o que explica muito de seu caráter. Sofreu um trauma aos 14 anos, quando a prematura morte da mãe por septicemia e eclâmpsia o fez mergulhar em um profundo isolamento emocional (a relação com o pai nunca fora estável), do qual ele libertar-se-ia somente aos 27 anos. O desastre de seu irmão, morto em um acidente aéreo, contribuiu para que o abismo afetivo aumentasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restou-lhe o isolamento junto aos livros, os quais ele devorava com a voracidade típica de quem procura respostas metódicas para problemas subjetivos. Mudou-se para os EUA em 1971, já com 41 anos, para fugir dos constantes vetos da censura; casou-se quatro anos mais tarde, quando foi chamado para trabalhar na Folha de S.Paulo, e, em 1977, passou a publicar a sua coluna Diário da Corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cosmopolita, Francis dizia que Nova York era a cidade ideal para se viver. Sobre os EUA, afirmava com lucidez que a maior parte dos detratores pouco conhecia deveras o território americano. Residia em um confortável duplex na metrópole, a poucas quadras do estúdio da Rede Globo, onde passou a trabalhar a partir do inicio ds anos 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convertido ao neoliberalismo, mantinha no escritório de seu apartamento uma foto de Trotski pendurada na parede, que representava o último resquício de sua juventude esquerdista. Nem por isso Francis resignava-se ao erro: sua conduta indefectível fazia-a o atribuir aos inteligentes o dom da contradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que Francis se perdeu. Ao elevar a altivez a níveis maiores que a própria sapiência, ele despertou a crítica de muitos intelectuais, que o consideravam desprovido do conhecimento que ele se esforçava em demonstrar, e perdia-se em asserções nitidamente opinativas e desprovidas de critérios jornalísticos laboriosamente estudados. Dessa forma, defendia-se com opiniões pessoais que apresentava como truísmos iniludíveis e freqüentemente apelava a extremismos – a saída mais fácil à ausência de argumentos - em seus textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, Francis orgulhava-se de seu estilo contestador e ácido. Comprava brigas (muitas vezes desnecessárias) cujo sentido parecia limitar-se a polêmica por si só. Assim, já foi chamado de “&lt;a href="http://www.blogger.com/(http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u465487.shtml)"&gt;Bicha amarga&lt;/a&gt;” por Caetano Veloso e &lt;a href="http://www.paulofrancis.com.br/polemica_polemicas_camada_2.htm"&gt;agredido&lt;/a&gt; por Paulo Autran e Adolfo Celi , após insinuar que a atriz Tônia Carrero alçara a sua carreira por meio do sexo. Perdeu amizades e credibilidade. Arrependeu-se do episódio posteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vítima de um ataque cardíaco, Francis morreu há doze anos, em Nova York, onde morava desde o início dos anos 70. Seu legado no jornalismo nacional é inegável, e de sua fonte bebem até hoje nomes como Arnaldo Jabour, Diogo Mainard e João Pereira Coutinho. O paradoxo de Francis situa-se na sagacidade e lucidez de seus pensamentos conspurcados por preconceitos e agressividade gratuita. Aversão ou admiração, é impossível passar indiferente a Francis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-7594771103967691420?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/7594771103967691420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=7594771103967691420' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/7594771103967691420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/7594771103967691420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2009/08/consciencia-de-francis.html' title='A Consciência de Francis'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SpHncRAWXRI/AAAAAAAAADA/ykFvBsagnHE/s72-c/francis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-7781376807695695616</id><published>2009-08-06T05:41:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:11:38.723-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estágio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>Filme de Terror</title><content type='html'>&lt;p&gt;A discussão sobre as condições de trabalho para o estagiário é muito ampla e abre para diversos caminhos. No meu caso, vibrei ao ouvir a noticia de que a carga horária de estágio seria limitada a 6 horas diárias, e resignei-me ao perceber que, no estágio que estou agora, a lei é simplesmente ignorada. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Disso surge a questão: Bater de frente contra os empregadores, denunciá-los e invariavelmente ter as portas do local fechadas ou, ao invés disso, submeter-se a algo injusto e ilegal, baseando-se na idealização de ter uma recompensa (honorífica ou monetária) por todo esse esforço em um futuro não muito distante?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Concordo plenamente que todo estagiário deve privilegiar os estudos em detrimento do trabalho, sobretudo quando este ocupa tempo precioso daquele. Porém, deve-se ter a sensibilidade de perceber que, principalmente em ambientes de trabalho em equipe nos quais as atividades são interdependentes, algumas escolhas pessoais podem influenciar negativamente o trabalho coletivo e criar situações desagradáveis que podem deveras prejudicar o ambiente de trabalho. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Tudo tem dois lados, e em São Paulo não é diferente. À medida que a cidade engloba as principais oportunidades e possibilidades de emprego, cobra caro por isso: trânsitos qulométricos, cobranças imediatistas, pressão desnecessária... enfim, todos os predicados que fazem com que a vida em uma megalópole não seja vivida no presente, mas sim no futuro, que daqui a dois segundos será passado. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A realidade é essa, e creio que a maioria dos estagários tem consciência de que todo início é difícil. Entretanto, isso não deve ser usado como justificativa para uma postura submissa e conformista. Afinal, já partindo para o plano da utopia, se nenhum estagiário aceitasse trabalhar mais de 6h/dia, decerto período integral seria uma expressão inexistente no vocabulário dos "aprendizes".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Acho que a busca por um equilíbrio entre estudos, trabalho e diversão é a alternativa mais desejável - e particularmente viável - para que a vida de estagiário não vire um inferno, ou um filme de terror. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-7781376807695695616?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/7781376807695695616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=7781376807695695616' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/7781376807695695616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/7781376807695695616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2009/08/filme-de-terror.html' title='Filme de Terror'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-4961181258693850186</id><published>2009-05-14T14:30:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:14:25.262-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Era Uma Vez...</title><content type='html'>“Era uma vez uma princesa encantada que, após desventuras e provações, acaba feliz para sempre com seu príncipe encantado”.Criadas para inspirar, idealizar e até educar, histórias como essa foram exploradas à exaustão por Walt Disney no século passado, a despeito das suas origens não tão mágicas. Não obstante ao sugestivo título, &lt;strong&gt;Era Uma Vez&lt;/strong&gt; (Brasil, 2008, 14 anos) surpreende aqueles que esperam fantasia e romantismo ao retratar com pragmatismo o amor impossível entre dois jovens da cidade do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A película inicia-se com uma amostra do cotidiano anárquico da favela (pra variar), no qual a lei do mais forte impera e do qual o protagonista Dé decide afastar-se logo na infância, após ter seu irmão maior morto pelo crime. Nascido em um meio cujas chances de ascensão social são limitadas, Dé cresce e se torna um humilde – porém honesto - trabalhador de beira de praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realidade oposta a de Nina, jovem universitária abastada cujas maiores dificuldades são os dilemas morais que enfrenta em seu pequeno mundo burguês. Nina busca na sinceridade e simplicidade de Dé a completude de que precisa. A paixão aparece, e com ela as barreiras sociais, erguidas por preconceito e desconfiança por parte dos amigos e familiares – de ambos os lados, malgrados por motivos diferentes. Apesar da hesitação inicial, o casal enfrenta com obstinação as adversidades, ensaiando até um final feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a situação muda completamente com a saída de Carlão (irmão de Dé) da prisão para dominar o morro. Carlão, por sua vez, é a epítome do bom selvagem: nasceu bom, mas foi corrompido pelo meio. Indivíduos à parte, a maior antagonista à felicidade do casal é a sociedade que o cerca, cuja divisão em castas veladas limita as relações interpessoais a determinados grupos, criando mundos divergentes e excludentes dentro de si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Breno Silveira, diretor do filme, a realidade carioca desprovida de simulacros não é o suficiente para construir um cenário adverso para o romance. “Eu queria um filme em que tudo dava errado na vida do cara (Dé) e ele insistia em ser bom”. Talvez Breno seja fã de Edward Murphy - cuja lei do azar completa quatro décadas em 2009 - e decidiu homenageá-lo com antecedência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, dada as circunstâncias, é previsível que no fim a aprazível felicidade eterna seja substituída pela constatação de que vivemos em uma sociedade na qual, mais do que a coexistência pacífica, a interação entre indivíduos socialmente divergentes é uma utopia tão grande quanto os contos de fadas do século passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-4961181258693850186?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/4961181258693850186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=4961181258693850186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/4961181258693850186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/4961181258693850186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2009/05/era-uma-vez.html' title='Era Uma Vez...'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-4279306158782703500</id><published>2009-05-14T14:21:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:14:58.331-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>Curtas</title><content type='html'>&lt;p&gt;“Socorro! Os comunistas vão invadir a minha casa e comer as criancinhas!”. Lembro claramente da frase, proferida há anos por um espirituoso professor de história em um curso pré-vestibular. A aula era sobre marxismo, e ele, apostando em suas habilidades cômicas e na deslumbração estudantil, introduzia o assunto explorando com deboche uma visão pejorativa do tema. Não há provas concretas que os marxistas eram adeptos do canibalismo, mas a divisão comunitária - e compulsória - dos imóveis privados foi uma realidade concreta da Revolução Russa de 1917. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;À época, a liberdade individual era subitamente suprimida pela liberdade coletiva, e é nesse cenário de caos generalizado que o romance de desencontros “&lt;strong&gt;Doutor Jivago&lt;/strong&gt;” (&lt;em&gt;Doctor Zhivago&lt;/em&gt;, 1965) tem seu pano de fundo. A trama baseia-se no romance do médico e poeta Yuri Jivago com duas mulheres: a esposa (razão) e a amante (emoção). O filme venceu cinco oscars no ano seguinte, dentre eles o de Trilha Sonora, pela música &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=4Yd2PzoF1y8&amp;amp;feature=related"&gt;Tema de Lara&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os críticos adoram dizer que filmes derivados de obras literárias já começam em desvantagem, já que precisam condensar uma complexa e elaborada trama em cerca de duas horas ao fim de se adaptar aos padrões cinematográficos. Há exceções, como os indefectíveis filmes de Kubrick, que se não superam as obras das quais surgiram, emanciparam-se e caminharam com as próprias pernas logo após o nascimento.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Este caso não se aplica ao filme &lt;strong&gt;A Odisséia&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;The Odyssey&lt;/em&gt;, EUA 1997), cuja abdicação de um grande diretor e a limitação no orçamento reduziram a epopéia, escrita por Homero há quase trinta séculos, em um limitado thriller de ação com efeitos visuais toscos e personagens previsíveis. Filme feito para TV, que sem grandes pretensões, alcança com precisão aquilo a que se sujeita: um razoável entretenimento vespertino que se assemelha bastante ao seriado Hércules, aquele que passava no SBT nos anos 90.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-4279306158782703500?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/4279306158782703500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=4279306158782703500' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/4279306158782703500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/4279306158782703500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2009/05/curtas.html' title='Curtas'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-4373281722639643937</id><published>2009-05-09T17:26:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:15:20.748-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornalismo'/><title type='text'>O Futuro do Jornalismo é Agora</title><content type='html'>“Em 2043, o jornal morrerá na América”. O augúrio, feito por Philip Meyer em seu livro The Vanishing Newspaper, repercutiu no artigo “Who killed the newspaper?”, publicado pela The Economist. Na matéria, a revista mostra dados desanimadores para o meio impresso. Jovens britânicos reduziram 30% do tempo que passavam lendo jornais depois da popularização das notícias pela internet. Entre 1990 e 2004, o número de profissionais da imprensa americana diminuiu 18% e a expansão dos diários gratuitos e “blogueiros” parece ser uma ameaça cada vez maior aos jornais tradicionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, os números de outras regiões mostram que não há com o que se preocupar. Na América do Sul, devido ao aumento de renda entre os mais ricos, a circulação de jornais aumentou na última década. A popularização dos computadores e da internet nas camadas socioeconômicas mais baixas, por sua vez, criou um público acostumado a receber notícias por meio da rede virtual. Esse público, em sua maioria jovens, aprovou e já se habituou à velocidade na transmissão de informações, à interatividade com o conteúdo e à autonomia de escolha do tema proporcionada pela internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, essa grande migração do meio impresso para o virtual não legitima a previsão de Meyer. É inegável que a Internet consegue fornecer com muito mais rapidez e interatividade as notícias e informações. Em contrapartida, essa estratégia de imediatismo limita uma análise mais elaborada do que está ocorrendo, do que é noticiado. Aí que o jornal assume o papel de meio pelo qual o leitor irá procurar análises mais profundas e complexas sobre os assuntos em pauta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tendência dos jornais seria assim a renovação a reestruturação de sua produção. Em entrevista para o The Economist, o chefe executivo do periódico gratuito Metro afirmou que “O pior inimigo dos jornais tradicionais é o tempo”, e concluiu que a única forma de ele prosperar é se tornando mais especializado, reduzindo o preço e investindo em bons editoriais. Deveras, o jornal tende a se aprofundar cada vez mais. Noticiar não seria mais a sua função, mas sim a apuração elaborada e a reflexão critica sobre os fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, a internet não deve ser vista como uma ameaça ao jornal. Pelo contrário, as editoras podem apropriar-se dela para expandir o seu conteúdo impresso. Walter Isaacson, em seu texto “Como salvar os jornais (e o Jornalismo)”, sugere que os jornais passem a cobrar pelas noticias na rede. “Jeff Bezos mostrou, com o seu Kindle, que os consumidores estão dispostos a adquirir versões eletrônicas de livros, revistas e jornais se o sistema de compra for simples. Jornais que avaliassem o valor da sua produção diária na casa de US$ 0,10 - e cujos leitores concordassem com este valor - poderiam acabar cobrando US$ 0,10, aumentando assim sua chance de sobreviver e até de prosperar”, escreve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder-se-ia enxergar na propagação de textos longos e elaborados na internet, por meio de blogs de jornalistas, um obstáculo a mais no caminho já tortuoso dos jornais. Porém, a grande maioria dos blog utiliza meios impressos como fonte. Além disso, o conforto e praticidade dos meios impressos proporcionam uma leitura muita mais aprazível em relação ao computador. Em pesquisa com leitores do jornal Folha de S.Paulo, 53% afirmaram que, a despeito de seguir noticiário on line, ficariam apenas com o jornal caso tivessem de escolher um único meio de informação. Comparado com a internet, os entrevistados avaliaram que o periódico se sai melhor nos quesitos "confiável", "confortável" e "com menos erros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, pode-se concluir que os jornais tradicionais tendem a diminuir de circulação, já que a parte noticiosa deles é transmitida pela internet com maior eficiência. Porém, afirmar que eles acabarão é errôneo. O cenário atual explicita tendências cuja adesão e adaptação por parte dos jornais decidirá o destino dos mesmos. A tendência é que eles se especializem cada vez mais para satisfazer as necessidades dos leitores mais exigentes, daqueles que não prescindem de análises elaboradas e complexas sobre o que é noticia. Cabe ao jornal seguir a tendência de especialização, na qual as revistas já estão inseridas, e que forma as bases da internet, cuja concepção básica já permite ao leitor a livre escolha de seu conteúdo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-4373281722639643937?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/4373281722639643937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=4373281722639643937' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/4373281722639643937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/4373281722639643937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2009/05/o-futuro-do-jornalismo-e-agora_09.html' title='O Futuro do Jornalismo é Agora'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-2409459555429056488</id><published>2009-05-09T10:19:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:16:25.453-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poemas'/><title type='text'>20 Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada</title><content type='html'>Posso escrever os versos mais tristes esta noite&lt;br /&gt;Escrever por exemplo: A noite está fria e tiritam, azuis, os astros à distância&lt;br /&gt;Gira o vento da noite pelo céu e canta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso escrever os versos mais tristes esta noite&lt;br /&gt;Eu a quis, e por vezes ela também me quis&lt;br /&gt;Em noites como esta eu a tive em meus braços&lt;br /&gt;Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me quis, às vezes eu também a queria&lt;br /&gt;Como não ter amado seus grandes olhos fixos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso escrever os versos mais lindos esta noite&lt;br /&gt;Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi&lt;br /&gt;Ouvir a noite imensa, mais profunda sem ela&lt;br /&gt;E cai o verso na alma como orvalho no trigo&lt;br /&gt;Que importa se não pode o meu amor guardá-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite está estrelada e ela não está comigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.&lt;br /&gt;Minha alma se exaspera por havê-la perdido&lt;br /&gt;Para tê-la mais perto meu olhar a procura&lt;br /&gt;Meu coração a procura, e ela não está comigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma noite faz brancas as mesmas árvores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, os de então, já não somos os mesmos&lt;br /&gt;Já não a quero, é verdade, mas quanto a quis&lt;br /&gt;A minha voz no vento ia tocar-lhe o ouvido&lt;br /&gt;De outro. Será de outro Como antes de meus beijos&lt;br /&gt;Sua voz, seu corpo claro. Seus olhos infinitos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já não a quero, é verdade, mas talveza quero&lt;br /&gt;É tão curto o amor, e tão longo o esquecimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque em noites como esta eu a tive em meus braços&lt;br /&gt;Minha alma se exaspera por havê-la perdido&lt;br /&gt;Ainda que esta seja a última dor que ela me cause&lt;br /&gt;E estes, os últimos versos que lhe escrevo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Poema 20", &lt;em&gt;20 Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-2409459555429056488?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/2409459555429056488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=2409459555429056488' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/2409459555429056488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/2409459555429056488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2009/05/20-poemas-de-amor-e-uma-cancao.html' title='20 Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-719329756080651864</id><published>2008-12-13T14:29:00.000-08:00</published><updated>2012-01-09T15:23:52.136-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carros'/><title type='text'>Quebrando Paradigmas</title><content type='html'>&lt;em&gt;As novas linha passam e os olhares acompanham: o mais novo objeto de consumo está na área. O vizinho já garantiu o dele, é só observar a vaga situada caprichosamente em frente a sua. A mão coça, o ego pede alimento. Diante de você, a única vontade de satisfazer a necessidade momentânea.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Paixão se mistura à razão e o fanatismo ao egocêntrismo. A longa discussão em relação ao carro como símbolo de status no Brasil é um campo fértil que atrai cada vez mais jogadores. O jogo começa a empatar: redução do IPI, margem de lucros menores e pátios abarrotados. Discussões proliferam nos bares e na internet. Esta saiu da comunidade da Quatro Rodas no Orkut:   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BARNABÉ&lt;br /&gt;Hoje em dia, mesmo pra quem pode, não vale a pena comprar um carro muito vistoso. Melhor comprar um mais discreto, mesmo porque, na primeira arranhada que alguém der com um carrinho no supermercado, o aborrecimento será menor. É importante reavaliarmos nossas prioridades de vida e, nesse momento de caos urbano e de crise, a discrição é a melhor política, em todos os aspectos. A vida não é só consumismo, devemos olhar pelo próximo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GUTO&lt;br /&gt;Um momento. Nós não precisamos de muitas coisas -viagens, eletrodomésticos, TV de plasma... Pra que lavar roupa em uma Brastemp se existe o tanquinho mueller? A vida é uma só, temos que aproveitar ela ao máximo. Se pararmos pra pensar o que realmente precisamos pra viver, não precisamos da maioria de nossos bens, e isso vale para os carros. Se eles fazem bem para o ego da pessoa, nao vejo por quê nao comprar. Quem somos nos pra julgar outro ser humano que pensa diferente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BONNO&lt;br /&gt;Quem compra um carro vistoso para massagear o ego não está errado. Errado está quem, para satisfazer sua vaidade, acaba fazendo a família passar aperto financeiro. Se o cara pode, tem mais é que gastar no que quiser, só acho burrice quando ele coloca seus sonhos de consumo acima do stress que ele irá passar para pagar as contas e deixar de ter uma qualidade de vida por isto. Meu caso: Quando passei dos 30 anos e podia ter algo melhor, a primeira coisa que me passou na cabeça foi ter um bom carrão. Fui lá e troquei o meu popular de apenas 3 anos de uso e meros 12 mil km rodados por um outro carro que custava mais que o dobro! Resultado: Tive de trabalhar feito um cavalo para pagar as contas e as despesas maiores que o previsto, não sobrava tempo para desfilar com a caranga nova, deixava de passear para sobrar mais grana(não é ironico?) e fiquei me achando um mané com tudo aquilo, deixando de investir em coisas mais saudáveis para mim e para minha família para poder provar para os parentes e amigos que eu VENCI!!!.&lt;br /&gt;E como o Barnabé disse, as vezes consumismo exagerado faz mal mesmo. Tem um advogado em Curitiba que resolveu deixar de andar de carro para ir trabalhar de bicicleta, vai todo dia faça Sol ou faça chuva, tudo em nome da saúde. Nisso a pessoa começa a avaliar que uma vida mais simples também é muito gostosa. Não digo virar um andarilho da vida, mas não termos de no preocupar tanto com modismos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-719329756080651864?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/719329756080651864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=719329756080651864' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/719329756080651864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/719329756080651864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2008/12/quebrando-paradigmas.html' title='Quebrando Paradigmas'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-8817204076113145437</id><published>2008-10-24T14:11:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:17:08.453-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Mais quatro anos de Kassab</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Diferentemente de Marta, Kassab preferiu focar sua campanha nas realizações de seu governo. Com isso, demonstrou maior seriedade e ganhou credibilidade, criando uma barreira espelhada que refletiu as fraquezas e contradições da oponente petista.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Em dois anos de governo, Kassab se orgulha de ter gozado do bom dinheiro em caixa para construir dois hospitais; abastecer os postos com medicamentos; criar as AMAS; estender o programa de leite ao período de férias escolares(além de melhorar a qualidade do leite, agora “Ninho”); aumentar o bilhete único para 3 horas; criar programas especiais para os fins de semana e passar a investir no metrô, algo que a prefeitura não fazia desde a década de 80 (um bilhão em investimentos, e finalmente investirá na linha Lilás, que liga a zona sul ao centro da cidade).&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;“Se eu tivesse esses recursos”, justifica a petista. Cópia legítima da retórica tucana em relação ao governo Lula. O jogo político é previsível. O xeque-mate kassabista que conquistou a classe média conservadora foi a criatividade desenvolver projetos sem a necessidade de prodigalizar: : lei cidade limpa; bingos lacrados; virada cultural; bordéis fechados... Aos oposicionistas, são medidas paliativas para esconder os problemas reais, para a maioria da população, atos relevantes que fizeram da gestão Kassab ótima/boa para 61% da população, um recorde desde o governo Jânio Quadros (86-88). Marta agora não podia mais colocar a culpa de seu governo medíocre nos baixos recursos disponibilizados. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Marta apostou que associar a imagem de Kassab a governantes incompetentes daria certo, acreditou que ligar o oponente à ditadura seria relevante. Ela esqueceu que, além da memória curta, a maioria da população desconhece siglas como PFL ou ARENA. No jogo político, interesses falam mais alto que ideologias, desacreditar nisso é ser ingênuo. Pelo menos, Kassab se afastou de Maluf e Pitta, o que não se pode dizer de Marta e sua assessora.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A população não quer saber se Kassab é casado, se tem filhos ou se é “filhinho da ditadura”. A população quer um governante que aja e crie projetos interessantes para a cidade. A população desconhece o “liberal” ou o “progressista”, e isto de certa forma é bom. O apego à determinada teoria muitas vezes cega os olhos para o presente, criando uma membrana ocular chamada preconceito ideológico.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Além do programa de governo mais consistente e da eficiente exploração das realizações do mandato, Kassab será eleito como um voto de protesto a frases como “relaxa e goza” e propagandas apelativas do nível de “você sabe se ele é casado?”. "Deixa o Kassab aí, gente!", diz a propaganda. Você manda prefeito, o cargo é seu. Espero apenas que o meu otimismo momentâneo não dure menos que três notícias. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-8817204076113145437?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/8817204076113145437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=8817204076113145437' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/8817204076113145437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/8817204076113145437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2008/10/mais-quatro-anos-de-kassab.html' title='Mais quatro anos de Kassab'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-3944159707409018498</id><published>2008-10-24T14:01:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:17:28.522-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>O triste fim de Marta</title><content type='html'>Marta protagonizou uma campanha desastrosa. Ao invés de focar nos pontos positivos de seu governo (como o Bilhete Único, CÉUS, combate à máfia dos perueiros), ela preferiu atacar de forma unilateral o oponente. Porém, a petista não direcionou as críticas à administração do adversário, mas sim em seus antigos parceiros políticos (Maluf, Pitta), na esperança que a população se lembrasse das condições nas quais ela assumiu o governo em 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a retórica da herança “maldita” obteve um efeito divergente ao esperado: pareceu uma desculpa para o medíocre governo petista, que não obstante aos CEUS e o Bilhete Único, não investiu um centavo em metrô e foii um desastre na saúde, com filas nos postos sem remédio e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marta preferiu fazer propostas megalomaníacas (ok, esse termo foi meio Veja) e atacar o concorrente a mostrar as virtudes de seu governo. Tentou associar a imagem de Kassab ao seu oponente derrotado oito anos atrás, mas não deu certo. Tentou ligar a figura do prefeito ao “partido da ditadura”; tampouco funcionou. Por último, Marta contrariou todo o seu passado progressista e glorioso ao colocar em xeque a homossexualidade do candidato do DEM, e, depois, fez-se vitima de uma imprensa “especulativa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Marta quis mobilizar o preconceito de uma sociedade conservadora contra seu adversário -logo ela, que tanto repete ser vítima do preconceito dos conservadores. A manobra foi baixa e deu errado... Diferentemente do "relaxa e goza", um deslize verbal desastroso, aqui se tratou de uma ação deliberada. A aposta no obscurantismo... Quer combater preconceitos, mas empunha as armas do inimigo. A mulher emancipada ainda é uma dondoca da elite brasileira&lt;/em&gt;” (FERNANDO DE BARROS E SILVA, Folha de S.Paulo, 20/10/2008).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém é perfeito! Dizem os petistas fervorosos. E as contradições continuam. Marta vende atitude e autonomia, mas mostra dependência ao incluir o governo federal em seu programa de governo(o qual ela pouco falou sobre nesta campanha). “Agora é diferente, mais madura e com a ajuda do governo federal, eu farei muito mais do que no meu governo passado”, repete incessantemente. A consciência da rejeição popular que não a reelegeu é óbvia. .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marta promete dezenas de quilômetros de metrô, mas esquece que tal responsabilidade é do Governo do Estado. Afirma que Kassab não construiu um corredor de Ônibus, mas o mesmo o fez (Tiradentes). Além de apelar para o preconceito, conservadorismo, calúnias e colocar em xeque a inteligência da população (ou será que alguém acredita que ela “não sabia” da propaganda moralista? Deve ser coisa de partido...), Marta se mostrou desequilibrada nos debates, perdendo a compostura, dirigindo vitupérios gratuitos a Kassab e desfilando sua nobre arrogância habitual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marta está quase 20 pontos atrás de Kassab e sofrerá uma bela derrota no domingo. Espera-se disso que a petista tenha humildade para olhar para sua campanha e admitir seus erros primários. Ninguém é perfeito, mas o problema de Marta foi errar demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-3944159707409018498?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/3944159707409018498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=3944159707409018498' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/3944159707409018498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/3944159707409018498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2008/10/o-triste-fim-de-marta.html' title='O triste fim de Marta'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-996467369284191207</id><published>2008-09-26T14:04:00.001-07:00</published><updated>2011-07-14T15:17:45.471-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Política'/><title type='text'>Ovelha Política</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;O circo político cansou dos palhaços e agora está apelando para os animais adestrados. Liguem os holofotes, a Revolução dos Bichos vem aí!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Jogadores de futebol, transformistas, apresentadores e cantores. A política nacional deixou de ser há muito tempo (se algum dia foi) assunto sério no Brasil. Mas não pretendo neste post chover no molhado e explorar a minha indignação previsível. Pelo contrário, e mais atrativo, quero compartilhar o belo passeio que tive ao lado do grande candidato a vereador pelo PTB, o Ademir Rodrigues, melhor conhecido - não sei por quem - por Ovelha.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sábado, dia 20 de setembro. Às nove e meia da manhã, um comboio de sete carros sai de um prédio comercial ao lado do metrô República, na região central, com destino à Santana, bairro setentrional da Capital.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A música brega “Te amo, o que mais posso fazer” ecoa das caixas de som externas dos carros, atrapalhando o remanso das ruas residênciais e chamando atenção das massas nas zonas comerciais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O carro para, e a campanha de rua enceta. Ovelha à frente, dois assessores dando cobertura e duas mulheres de meia idade entregando papelotes para os transeuntes compõe o bando. Mas quanto ganha um vereador? Segundo Fernando Boêmio, assessor e amigo pessoal do cantor há 28 anos, o salário mensal de R$ 10 mil reais “é pouco, visto a responsabilidade do cargo”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ovelha canta, dança, acena e dá gargalhadas. Cumprimenta quem passa por seu caminho, fala alto com quem está mais distante. Abraça as vendedoras e papeia com os comerciantes. É a simpatia em pessoa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Porém, coloca em xeque a seriedade da própria campanha ao gritar interjeições como “ZOADOO”, quando uma família acenava do alto da varanda de um prédio. Em outra ocasião, durante a campanha de rua, Ovelha comenta com o individuo que vos fala: “Fazer campanha política é um saco, né?”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seria cômico senão trágico. Na verdade, o auge da jocosidade ganhou um caráter de esperança e relevância quando o Ovelha, ao abordar um idoso taxista, pai de três filhos universitários, recebeu calado: “Eu não voto em você nem aqui nem na China! Lugar de cantor é no palco, não na política”. Depois da cena, Ovelha saiu cabisbaixo, com o rabo entre as patas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-996467369284191207?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/996467369284191207/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=996467369284191207' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/996467369284191207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/996467369284191207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2008/09/ovelha-poltica_26.html' title='Ovelha Política'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-8363386834297553877</id><published>2008-09-18T10:04:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:18:04.742-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minha Viagem'/><title type='text'>Primeira Classe na Serra do Mar</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;De Curitiba a Morretes no “Primeiro Trem de Luxo do Brasil”&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I&lt;/em&gt;&lt;em&gt;naugurado em fevereiro deste ano, o Litorina Luxo veio com uma missão bem clara: oferecer luxo e sofisticação suficientes para transformar um simples passeio ferroviário em atração turística. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com capacidade apenas 28 lugares, o vagão mais parece uma confortável e sofisticada sala de estar, com poltronas de couro castanho, sofás de veludo rubro e cortinas de seda. É verdade que tamanha sofisticação soa um pouco exagerada, ainda mais se levarmos em conta a mistura de luminária e cadeiras em estilo colonial a tons dourados e listras alvinegras que enfeitam o teto (alusão à praia carioca de Copacabana). Tal profusão de estilos deixa o ambiente no liminar entre o luxuoso e o kitsch.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pequeno bar oferece aos passageiros champagne, vinho, cerveja e petiscos em abundância. Ao seu lado, uma TV de plasma exibe em tempo real a paisagem externa. Após todos se acomodarem, duas comissárias bilíngües iniciam o serviço de bordo. Além de preparar drinques, encher taças e tirar dúvidas dos passageiros, explicam minuciosamente cada trecho da paisagem, assim como suas histórias e curiosidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São cerca de cerca de 70 quilômetros, percorridos a 30 km/h e preenchido em longas 3 horas de viagem. Durante o percurso, uma das comissárias conta que a construção da ferrovia, inicialmente prevista em 30 anos, acabou finalizada em apenas cinco, de 1880 a 1885. Dos 9.000 funcionários que participaram da obra, mais da metade saiu sem vida, culpa das precárias condições de trabalho. Um dos passageiros ensaia uma pergunta e... Tarde demais, a história já passou, e a próxima atração está logo atrás das grandes janelas panorâmicas: “Preparem as suas câmeras”, aconselha efusivamente uma das comissárias. No minuto posterior, os turistas já estão espremidos na janela em busca do melhor clique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, é um programa extremamente turístico, e para poucos bolsos. “A maioria dos que fazem o passeio é estrangeiro”, relata uma das comissárias. Na verdade, tudo parece minuciosamente estilizado para atender ao gosto dos gringos. O teto pintado ao estilo das calçadas cariocas, as fotos de cenários brasileiros e a bossa nova ecoando das sutis caixas de som mostram o Brasil que os turistas melhor conhecem, ou querem conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trajeto de volta, a maioria das pessoas opta pela rapidez do ônibus à sofisticação do trem, que custa R$ 250,00 (só o trajeto de ida). Por preço semelhante ao do Litorina Luxo, é possível ir de Paris a Londres por debaixo do Canal da Mancha a bordo de um Eurostar; ou ainda realizar um dos passeios temáticos mais famosos do mundo, de Zermatt a St-Moritz, na Suiça, pela Glacier Express. A grande diferença é que para os europeus, os trens são muito mais uma locomoção do que uma atração. Durante a semana, há diversos trens que ligam a capital curitibana a Morretes por preços muito mais em conta, sem contudo oferecer os mimos e luxos que um passeio turístico sofisticado dispõe. Propostas diferentes para gostos e, principalmente, bolsos diferentes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-8363386834297553877?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/8363386834297553877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=8363386834297553877' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/8363386834297553877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/8363386834297553877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2008/09/primeira-classe-na-serra-do-mar.html' title='Primeira Classe na Serra do Mar'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-5911642649311617984</id><published>2008-08-11T12:58:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:18:52.089-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corrupção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='compra da CNH'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='carros'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><title type='text'>Compra da CNH: um crime socialmente aceito?</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;Zezinho e Luisinho são dois jovens pertencentes à classe média alta paulistana. Aos vinte e poucos anos, fazem faculdade e estão em pleno processo de formação de personalidade. Certo dia...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Luisinho - Fala ai velho, fiquei sabendo que você está tirando carta de motorista.&lt;br /&gt;Zezinho - É verdade... Diga-me uma coisa, você pagou pra tirá-la?&lt;br /&gt;Luisinho - Hum, bem... Sim, você não vai?&lt;br /&gt;Zezinho - Não sei, estou pensando em tentar fazer a prova sem pagar.&lt;br /&gt;Luisinho - Desencana, se não pagar não passa.&lt;br /&gt;Zezinho - Mas por quê?&lt;br /&gt;Luisinho - Por que é assim que funciona, há uma máfia no DETRAN que cuida da compra e venda de carteiras de habilitação.&lt;br /&gt;Zezinho - Mas se eu comprar, não estarei ajudando a perpetuar o esquema?&lt;br /&gt;Luisinho - Sim, e se você não comprar, vai ficar sem carteira e a máfia continuar...&lt;br /&gt;Zezinho – Mas se o fizer, como poderei voltar a reclamar da corrupção política nacional, se ao comprar a própria carteira de habilitação, eu mesmo estarei corrompendo o sistema?&lt;br /&gt;Luisinho - Mas o sistema já está falido!&lt;br /&gt;Zezinho – Entendo...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Zezinho volta para casa com a dúvida na cabeça. Obstinado a clarear as idéias, vê na solidão de seu quarto a inspiração para suas idéias. Disto surgiram as seguintes reflexões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;“&lt;/strong&gt;A compra de carteiras de habilitação não é uma prática conhecida por todos. Eu não conheço ninguém que nunca tenham participado ou, pelo menos, ouvido falar do esquema. Até a minha avó o conhece. Partindo do pressuposto que isso é uma ação ilegal, logo incorreta, como fazer para combatê-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há diversas formas de encarar o problema. A visão conformista, majoritária tanto na nova quanto na antiga geração, fragmenta-se em duas lógicas: a altruísta e a individualista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira justifica o ato como uma oportunidade, senão espontânea, pelo menos inevitável de ajudar o próximo, ou seja, a propina serviria como uma forma de ajudar financeiramente o mercenário que, mesmo que contrariando a lei, vê na corrupção a única forma de aumentar o seu rendimento medíocre, fruto de seu trabalho miserável e de sua escolaridade limitada. Assim, a sensação de fazer bem ao próximo sobrepuja, ou pelo menos anestesia, a sensação de realizar um ato ilegal, na maioria das vezes encarado como inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão conformista individualista é a pior de todas. O individuo não se questiona se a ação é certa ou errada ou se a sua conduta irá perpetuar uma máfia. Sua visão limitada não consegue superar a necessidade de satisfação dos próprios interesses – a obtenção da carteira de motorista. Tudo o que ele puder fazer para atingir o objetivo final será feito. Sem indagações ou reflexões. Simples assim. Esta visão, creio eu, é infelizmente a do meu amigo Luisinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, temos os inconformados, aqueles que acham que a tentativa, mesmo que ineficiente, de preservar a ética e a moral, ao invés de vendê-las por 350 reais na primeira oportunidade, deve sobrepor a busca unilateral dos interesses próprios. Já ouvi dizer que alguns deles se dão bem, após uma, duas, ou três derrotas. Mas muitos desistem, seja por falta de apoio, seja por falta de forças, e acabam se rendendo ao sistema falido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que há uma solução palpável para esse problema? Por que será que os grandes meios impressos não realizam uma grande reportagem denúncia sobre o tema? Para a Revista Veja, por exemplo, que descobre escândalos de corrupção semanais em Brasília, não seria fácil denunciar uma máfia já conhecida por todos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me chateia, entretanto, é saber que as pessoas mais instruídas e ricas, que deveriam dar o exemplo e lutar contra o problema, são as primeiras a pagar pela CNH. Seja por falta de tempo ou paciência, elas esquecem que estão em uma posição de influencia perante o resto da sociedade e tomam o caminho mais cômodo, respaldados pela facilidade financeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que, para mudar a situação, deve haver uma maior coesão e conscientização das ‘classes’ da sociedade. A começar pelo topo da pirâmide, mais instruído, consciente e influente. Quando essa camada resolver tomar o caminho mais árduo – aquele que o dinheiro não pode comprar, talvez possamos viver em um país menos corrupto&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Após escrever em seu caderno de anotações, Zezinho liga para o amigo Luisinho e o chama para jogar futebol. Ele sabe que não conseguirá mudar o mundo inteiro sozinho, nem tem pretensão para tanto. Ele fica feliz se conseguir apenas mudar os pensamentos do seu velho amigo, o que já é um ótimo começo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-5911642649311617984?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/5911642649311617984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=5911642649311617984' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/5911642649311617984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/5911642649311617984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2008/08/por-que-voc-pagou-sua-carteira-de.html' title='Compra da CNH: um crime socialmente aceito?'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1445181316387222917.post-3044308067939356447</id><published>2008-08-11T11:14:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T15:19:42.052-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cotidiano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crônicas'/><title type='text'>O Desgaste das palavras</title><content type='html'>Você já reparou como as palavras estão perdendo o significado? Ontem me surpreendi ao ler uma &lt;a href="http://vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2073/m0165774.html"&gt;resenha&lt;/a&gt; do Walcir Carrasco cujo título era homônimo ao deste Post. Sim, o plágio não será omitido e, por oportunismo, aproveito o ensejo deixado pelo cronista para escrever sobre o tema que há tempos venho refletindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém já observou como a palavra “obrigado”, por exemplo, está sendo utilizada de maneira excessiva e desprovida de sentido? Obrigado por isso, por aquilo... por tudo!? Há circunstâncias nas quais eu me sinto até mal em ouvir tanta repetição. Não que eu tenha algo contra aqueles que querem demonstrar uma postura educada e simpática, mas há momentos em que um olhar sincero de agradecimento ou um pequeno sorriso dizem muito mais do que um milhão de agradecimentos verbais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diariamente, no meu antigo estágio, a primeira palavra com a qual a recepcionista me saudava era um frio “olá”, seguido de um caloroso “tudo beeem?”. Seus olhos, que miravam a tela do monitor do computador, não se movimentavam nem um milímetro em minha direção. Sempre me perguntava: será que ela realmente se importa como eu estou?Logicamente, não! Se o fosse, com certeza replicaria à minha resposta com algo mais abrangente e longo do que o indefectível “então, tudo bem!”, o que limitava qualquer possibilidade de prolongamento do ensaio de conversa de minha parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observar e vivenciar relações interpessoais mediadas por uma intimidade ainda crua é, no mínimo, interessante. A falta de proximidade reduz os diálogos a perguntas e respostas totalmente superficiais e previsíveis. Eu me lembro quando o “tudo bem” era uma das poucas perguntas retóricas. Atualmente, a gama de questionamentos aumentou: Como vai o estágio? E o trabalho? Chata a aula de comunicação, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um dado viciado, alterado pelo jogador para atender aos próprios interesses dentro da partida, a palavra “obrigado” está se modificando em seu significado para atender à demanda cada vez maior daqueles que buscam na polidez superficial a possibilidade de crescimento pessoal e profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antigamente, eu costumava responder com um “não foi nada”, “bem” ou “é verdade...” às perguntas retóricas. Atualmente, limito-me ao som do silêncio, o que resulta exatamente no mesmo - o fim do pseudo - diálogo. Posso até passar uma imagem de antipático e rabugento, sem problemas. Com diria uma passagem clássica do romance &lt;em&gt;O Morro dos Ventos Uivantes&lt;/em&gt;, de Emily Brontë, "rejeito todas as simulações de amizade que tem a hipocrisia de me oferecer".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1445181316387222917-3044308067939356447?l=luizbetti.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://luizbetti.blogspot.com/feeds/3044308067939356447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1445181316387222917&amp;postID=3044308067939356447' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/3044308067939356447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1445181316387222917/posts/default/3044308067939356447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://luizbetti.blogspot.com/2008/08/o-desgaste-das-palavras.html' title='O Desgaste das palavras'/><author><name>Luiz Betti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08527409628096720380</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_RVmllywo9W0/SsV7DxmMRlI/AAAAAAAAADY/mq_xAxojqr4/S220/unforgetable+fire.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
